Ministros e aliados do presidente Lula apostam que Jaques Wagner (PT-BA) tomará a iniciativa e pedirá para deixar a liderança do governo no Senado, após ser alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6).
A avaliação no Palácio do Planalto é de que a situação de Wagner no cargo ficou insustentável, apesar da proximidade do senador baiano com Lula. Os dois são amigos pessoais há mais de 50 anos.
Além da operação de busca e apreensão desta quinta-feira, Jaques é apontado como um dos responsáveis pela grande derrota do governo em 2026: a rejeição da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo.
Publicamente, Lula defenderá o direito de Wagner se defender, mas insistirá na toada de que o Caso Master precisa ser apurado. “Não vamos tirar, em nenhum momento, o pé do acelerador. Doa a quem doer“, diz um ministro.
Interlocutores do presidente da República ressaltam ainda que ele deverá conversar pessoalmente com Wagner nos próximos dias para definirem juntos o futuro de seu líder de governo no Senado.
Jaques investigado
Wagner tornou-se alvo da investigação em razão de mensagens extraídas do celular do banqueiro Augusto Lima, que indicariam uma possível atuação de Jaques Wagner no Congresso em favor do Banco Master.
Em contrapartida, a PF suspeita que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas. Entre elas, um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outras regalias que somariam ao menos R$ 3 milhões.
Fonte: Metrópoles



