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Prefeito de Luziânia usa festa religiosa para promoção pessoal

Em uma prática questionável que levanta sérias preocupações sobre o uso indevido de recursos públicos, o prefeito de Luziânia, no Entorno de Brasília, Diego Sorgatto, tem se aproveitado da máquina pública para fins eleitorais. Durante a última Festa do Divino, tradicional evento religioso que ocorre anualmente no município, o nome e a imagem do prefeito foram amplamente divulgados em diversos materiais de propaganda, incluindo placas, camisetas e bonés. A festa, que deveria ser um espaço de celebração religiosa, foi transformada em um palco para promover a candidatura de Sorgatto à reeleição, prevista para outubro deste ano.

O uso de símbolos da festa para promover a imagem pessoal do prefeito gerou a intervenção imediata da 19ª Zona Eleitoral. Festeiros e organizadores, aparentemente sob orientação ou influência do chefe do Executivo, distribuíram itens de vestuário com a frase “prefeito Diego” e colocaram placas com o nome do prefeito em locais estratégicos, como o Centro Comunitário Padre Bernardo. Além disso, um trio elétrico com a foto e o nome de Sorgatto circulou pela cidade, reforçando a associação entre o evento e sua candidatura.

A juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia da Silveira, responsável pela decisão judicial, classificou a ação como uma clara violação das leis eleitorais, que proíbem a propaganda eleitoral antes do dia 16 de agosto. A decisão da magistrada destacou que a Prefeitura Municipal de Luziânia promoveu atos explícitos de promoção pessoal, ignorando as normas legais que regulam a propaganda eleitoral. A juíza também estipulou uma multa diária de R$ 50 mil.

O processo contra Sorgatto, movido pela comissão municipal do partido Solidariedade, encontrou resistência do Ministério Público Eleitoral, que inicialmente alegou que o partido não havia cumprido todos os requisitos legais para a concessão da liminar. Apesar disso, a intervenção da Justiça demonstra a gravidade das acusações e a necessidade de garantir que os princípios de imparcialidade e equidade nas eleições sejam respeitados.

A situação revela uma preocupante falta de respeito pelas normas eleitorais e pela justiça, evidenciando uma dinâmica onde interesses pessoais parecem sobrepor-se às regras estabelecidas para garantir um processo eleitoral justo e transparente.

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