“A Fazenda fez um anúncio numa sexta-feira. Eu já não estava em Brasília e, por isso, não houve uma discussão prévia. Mas não acho que tenha sido erro. A intenção foi dar tranquilidade à sociedade brasileira”, afirmou Lula, durante entrevista a jornalistas.
O presidente também rejeitou qualquer narrativa de resistência por parte de Haddad à reavaliação do pacote, que tem sido alvo de críticas do mercado e de setores produtivos.
“Haddad, em momento algum, se recusou a rediscutir as medidas. O que foi apresentado refletia o pensamento daquele momento. Se aparecer uma ideia melhor, vamos discutir”, disse.
Almoço decisivo
Lula revelou que às 13h desta terça-feira receberia líderes políticos para um almoço no Palácio da Alvorada, com o objetivo de avaliar as alternativas ao pacote inicial e discutir mecanismos de compensação fiscal que garantam o cumprimento da meta de resultado primário.
“Saberemos se o acordo está fechado ou não. Precisamos anunciar a compensação que o Brasil necessita para manter as contas públicas em ordem”, declarou o presidente.
Diálogo com o Congresso
Durante a fala, Lula também reforçou a importância de uma articulação política mais estratégica com o Legislativo, especialmente com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, antes da apresentação de medidas econômicas que demandem tramitação no Congresso Nacional.
“Precisamos dialogar antes. O governo deve construir consensos com as lideranças parlamentares para garantir apoio e estabilidade às medidas”, concluiu.
A declaração de Lula vem no momento em que o governo busca soluções estruturais para aumentar a arrecadação, sem recorrer a medidas pontuais que gerem desgaste político ou afetem setores estratégicos da economia. A expectativa é que, após o almoço desta terça, novas diretrizes sejam anunciadas em substituição parcial ou total ao pacote original do IOF.
*Com informações da CNN Brasil


