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Carla Zambelli deixa o Brasil após condenação a 10 anos de prisão pelo STF

Saída do país ocorre poucos dias após a deputada ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão em regime fechado

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou nesta terça-feira (3) que está fora do Brasil “há alguns dias”. Em uma transmissão ao vivo, ela afirmou que viajou aos Estados Unidos para tratamento de saúde, mas que pretende se estabelecer na Europa, onde possui cidadania de um país não revelado. Zambelli também disse que pedirá afastamento do mandato parlamentar.

A saída do país ocorre poucos dias após a deputada ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 2 milhões, pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação realizada com o hacker Walter Delgatti Neto. A decisão também inclui perda de mandato e inelegibilidade por oito anos, pendente de aval da Câmara dos Deputados após trânsito em julgado.

Em sua declaração, Zambelli alegou que deixou o Brasil para “resistir” e denunciar o que considera uma “ditadura judicial”. Ela criticou o STF e afirmou que pretende recorrer a tribunais europeus, citando Portugal, Espanha, França e Itália. “Me cansei de ficar calada. Agora, mais do que nunca, vou denunciar os desmandos que tenho observado no Brasil”, disse.

A deputada também afirmou que sua mãe passará a administrar suas redes sociais e que solicitou a troca do nome de usuário para evitar a perda dos seguidores em caso de determinação judicial. Em sua live, Zambelli disse que estava ficando “doente” no Brasil por não poder se expressar livremente, e acusou o STF de usurpar as funções do Parlamento.

Zambelli voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas, afirmando que não foi responsável pela derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, mesmo após perseguir um homem armada nas vésperas do pleito. “Fui usada como bode expiatório”, afirmou. Disse também que no Brasil não podia fazer tais declarações sem sofrer perseguição, mas que fora do país se sente livre para falar.

Apesar das críticas, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) não encontrou irregularidades nas urnas eletrônicas no segundo turno de 2022, em 604 boletins analisados.

Horas após o anúncio de sua saída do Brasil, o advogado Daniel Bialski informou que deixou a defesa da deputada por “foro íntimo”.

“Fui apenas comunicado pela deputada de que estaria fora do Brasil para dar continuidade a um tratamento de saúde. Todavia, por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa, como já lhe comuniquei”, declarou.

*Com informações do Gazeta do Povo

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