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Master repassou R$ 3,6 bilhões em dívidas para gestora investigada

O Banco Master repassou ao menos R$ 3,6 bilhões em créditos de dívidas para fundos ligados à Reag, gestora investigada pela Polícia Federal sob suspeitas de fraudes no banco e também de lavagem de dinheiro do setor de combustíveis com ligação com o crime organizado.

De acordo com as investigações da PF, a Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica e inflar resultados, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. Um dos alvos da investigação é o fundador da Reag, João Carlos Mansur.

 

A reportagem localizou os R$ 3,6 bilhões repassados a 11 fundos nessa lista, que traz operações entre 2021 e 2025. O documento mostra diversas operações em que o início do contrato de empréstimo ocorreu no mesmo dia em que a dívida foi repassada para o fundo.

O último informe trimestral do fundo, feito pela Reag, afirmou que “os lastros apresentados estão em conformidade com a característica do fundo (Direitos Creditórios) e correspondem aos ativos refletidos na carteira”.

Conforme o Metrópoles mostrou, o Master também repassou R$ 357 milhões em créditos de dívidas a um dos fundos citados na Operação Carbono Oculto, que apura crimes envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O fundo em questão, o Astralo 95, foi citado na operação que apura fraudes, lavagem de dinheiro e uso de empresas e fundos para ocultação de recursos ilícitos no setor de combustíveis, em esquema supostamente ligado ao PCC.

O Astralo 95 aparece como parte da chamada “estrutura Frozen”, composta por fundos cujos nomes fazem referência a personagens da animação “Frozen”, da Disney, como Olaf, Hans, Sven e Anna.

As operações de crédito repassadas ao fundo foram contraídas por oito pessoas físicas e jurídicas diferentes, entre 2022 e 2024.

O Astralo 95 é alvo também do liquidante por uma série de operações suspeitas, em ação que visa impedir que os bens do Banco Master desapareçam. Em uma das peças, o Astralo é citado como parte de uma negociação em que o fundo Anna teria ganhado R$ 200 milhões em menos de um dia.

Na transação, o Anna comprou cotas do fundo RSG pertencentes ao Astralo 95 por R$ 900 milhões; no mesmo dia, revendeu ao fundo Máxima 2, controlado pelo Master, por R$ 1,1 bilhão.

 

Fonte: Metrópoles

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