Oficializado como candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a polarização e defendeu que os eleitores não escolham “os maiores rejeitados”, em referência aos adversários Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Partido Social Democrático realizou, neste domingo (26/7), a convenção que deu a largada à campanha. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, completa como vice.
Caiado iniciou o discurso agradecendo a Kassab, à família e ao apoio de políticos como os governadores Daniel Vilela (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná). Em seguida, Caiado afirmou que defende a renegociação das dívidas do setor rural.
Caiado também destacou seu governo em Goiás.
“Ali todo mundo anda de celular na mão no meio da rua”, disse, em referência à segurança pública, uma de suas principais bandeiras. Como proposta, ele afirmou que vai confiscar e transferir os bens de agressores de mulheres.
Em outro momento, o ex-governador chamou Lula de “agiota”, afirmou que o petista faz “cortesia com o dinheiro alheio” e criticou a taxa de juros definida pelo Banco Central.
Tentativa de 3ª via
A convenção do PSD aconteceu neste domingo, em meio a uma tentativa de Caiado de reforçar seu nome na chamada terceira via. O ex-governador busca se posicionar como uma alternativa para os eleitores que não querem votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, que oficializou sua candidatura nesse sábado (25/7).
Nas últimas semanas, Caiado intensificou as críticas aos adversários, que estão à frente com larga vantagem nas pesquisas. Na sexta-feira (24/7), o candidato provocou Lula e sugeriu que o atual presidente quer “fugir” dos debates. “Vamos debater segurança, saúde, educação e inovação? Vamos comparar quem enfrentou o crime organizado, combateu a corrupção e entregou resultados? Coragem, Lula. Quem quer governar o Brasil não foge do confronto nem das próprias contas. Te espero lá”, escreveu nas redes sociais.
Um dia antes, na quinta-feira (25/7), Caiado ironizou a reaproximação entre Flávio e Michelle Bolsonaro, que protagonizaram um atrito após a ex-primeira-dama dizer que foi desrespeitada pelo enteado. Ele também criticou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por atacar as urnas eletrônicas. Em menção ao escândalo do Banco Master e à proximidade entre Flávio e Daniel Vorcaro, Caiado afirmou que o concorrente “não tem credencial para disputar o Planalto”.
Foi definido que o presidente do partido, Gilberto Kassab, será seu candidato à vice, em uma chapa “puro-sangue”. Mesmo com o PSD tendo cargos no primeiro escalão do governo Lula, como no Ministério da Agricultura e Pecuária, comandado pelo pernambucano André de Paula, Kassab promete postura de “antagonismo”.
Na avaliação da equipe de Caiado, a indicação de Kassab para a chapa pode facilitar a articulação política no Congresso Nacional. A aposta é que o presidente do PSD, uma das principais lideranças do Centrão, contribua para ampliar a base de apoio do pré-candidato e fortalecer as condições de governabilidade em um eventual mandato.
Fonte: Metrópoles



