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Bolsonaro critica Lula e PF por suposta inação antes dos atos golpistas de 8 de Janeiro

Durante os atos de 8 de janeiro, Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por suspeita de liderar uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder após as eleições de 2022, voltou a se manifestar publicamente sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Durante declarações recentes, Bolsonaro questionou a atuação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da Polícia Federal antes da invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

“Se era tão atentatório assim, por que no dia 2 de janeiro o atual presidente não desmobilizou [os acampamentos]? Esperou mais seis dias pra desmobilizar. Se o risco é tão iminente de algo acontecer, por que não desmobilizou? Por que deixou o pessoal lá?”, afirmou o ex-presidente.

As críticas referem-se aos acampamentos montados em frente a quartéis do Exército por apoiadores de Bolsonaro, que pediam intervenção militar após a derrota nas urnas. Os manifestantes permaneceram acampados por semanas, até culminarem nos ataques violentos que resultaram na destruição de patrimônio público e na prisão de centenas de pessoas.

Além disso, Bolsonaro também levantou suspeitas sobre a atuação da Polícia Federal:

“Infelizmente, eu não sei por que a Polícia Federal não apurou quem convocou essas pessoas, em especial de outros estados, pra vir aqui no dia 8 de janeiro. No meu entender, não tinha dificuldade [em identificar] quem convocou.”

Acusações Graves

As declarações do ex-presidente ocorrem em meio à grave denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de ser o líder de uma articulação criminosa para tentar subverter a ordem democrática e impedir a posse do presidente eleito.

Entre os pontos mais preocupantes da denúncia está a elaboração de uma minuta de decreto que instituiria um estado de exceção no país, um plano que visava legitimar um golpe institucional. Segundo a PGR, Bolsonaro também teria conhecimento do plano chamado “Punhal Verde Amarelo”, supostamente elaborado por aliados radicais para assassinar figuras centrais da República, incluindo o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Contexto e Consequências

Bolsonaro estava nos Estados Unidos no dia dos ataques, o que não o isentou das investigações. Desde então, as investigações avançam no Supremo Tribunal Federal (STF), com base em mensagens, depoimentos e documentos que apontam para um núcleo organizado dentro do governo e das Forças Armadas com intenção de romper com o regime democrático.

A defesa de Bolsonaro nega todas as acusações e afirma que o ex-presidente não teve qualquer envolvimento nos atos de 8 de janeiro.

*Com informações da CNN Brasil 

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