A equipe econômica do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), justificou, nesta quinta-feira (17/9), que uma redução no valor previsto para o gasto com Previdência Social foi fator importante para permitir o reajuste no valor do programa Bolsa Família. O benefício passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Moretti afirmou que houve uma revisão no valor previsto para gasto com previdência no país e que isso abriu espaço no Orçamento, portanto, “boa parte do remanejamento será feito da despesa previdenciária para o Bolsa família”.
“Vai ficar muito claro no próximo Relatório (Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) que há uma redução da projeção da Previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, explicou Moretti.
Com a medida, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio sai de R$ 675 para R$ 777. O aumento, portanto, fica em torno de R$ 100. O reajuste já vale a partir da próxima folha, que começa a ser paga em 19 de outubro.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que o reajuste corrige o valor dos benefícios de acordo com a inflação, que foi de 15,04% entre março de 2023 até agosto de 2026.
Fonte: Metrópoles



