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Saiba quanto “custa” um preso para o Estado de Goiás

Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen) mostram que o custo mensal de uma detenção em Goiás foi de R$ 2.227,14 em 2024, valor próximo à média nacional , que ficou em R$ 2.341,52 . O painel “Custo do Preso” revela que o gasto por preso varia significativamente entre as unidades da federação, podendo ir de R$ 1,1 mil até R$ 4,3 mil mensais, a depender da estrutura e do tipo de regime.

No levantamento nacional, os gastos totais com o sistema prisional em 2024 somaram R$ 20,9 bilhões . Já em 2025, até o momento, o valor já ultrapassa R$ 950 milhões. Em Goiás, o valor consolidado mais recente é referente ao ano de 2023, quando foram investidos R$ 562.113.252,30 na manutenção do sistema penitenciário estadual. O montante destinado em 2024 ainda não foi fechado, pois há dados pendentes, e nenhum valor parcial de 2025 foi divulgado até agora.

Nesse período, a Seção Integrada de Monitoração/Domiciliar geriu 33.654 detentos ou pessoas sob medidas protetivas e cautelares, a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães registrou população carcerária de 23.106 pessoas, enquanto a Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia registrou 22.019 detentos. A população carcerária do estado, neste ano, chegou a 259.690 detentos. Valor médio do detento em 2023 foi de R$ 2.164,55 mensais em Goiás. 

Evolução mensal dos gastos em Goiás com os detentos em 2023 l Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Metodologia

A Senappen estima que os custos com a população carcerária envolvem uma série de despesas, incluindo salários de agentes penitenciários, alimentação, serviços essenciais como água, luz e telefone, segurança, itens de higiene, vestuário e a manutenção das unidades prisionais.

Em 2023, o Brasil investiu R$ 20,7 bilhões no sistema prisional, sendo que R$ 14,2 bilhões foram direcionados para a folha de pagamento. O restante, aproximadamente R$ 6,5 bilhões, cobriu demais custos operacionais.

O levantamento também aponta que os gastos por preso oscilam ao longo do ano. O menor valor registrado em 2024, por exemplo, foi em janeiro, com R$ 2.052,27 por detento, enquanto dezembro teve o pico de despesas, alcançando R$ 3.025,99, impulsionado pelo 13º salário dos servidores e custos típicos do fim de ano.

Esses dados são construídos após preenchimento de formulário online pelos gestores de cada unidade prisional e posterior revisão e validação pelos gestores estaduais, que devem averiguar a consistência dos números oferecidos antes de serem enviados para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A última atualização do painel foi feita nesta segunda-feira, 24, às 09h05. O estado de Goiás, entretanto, está com atraso superior a dois meses para divulgação das informações inseridas no painel. 

Em outros estados 

Os líderes no ranking dos maiores gastos são a Bahia, o Amazonas e o Tocantins, dispensando, respectivamente, R$ 4.367,55, R$ 4.199,99 e R$ 4.088,05 por mês com cada detento no ano passado. Goiás se coloca como um estado com gastos medianos com sua população carcerária.

Na contramão desse movimento, existem estados que gastam pouco mais de R$ 1000,00. O Espírito Santo e o Paraná são alguns exemplos, gastando, respectivamente, R$ 1.105,14 e R$ 1.439,90 por detento mensalmente. O tamanho da população carcerária e dos servidores empregados, por exemplo, são decisivos para definição desses valores. 

Fonte: Jornal Opção

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