O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, usou a convenção nacional do partido que oficializou seu nome na disputa para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu discurso logo após ser confirmado como candidato ao Planalto, Zema declarou que “aberrações” ocorrem na Corte e que quer “acabar com a farra dos intocáveis”.
“Quero que o Brasil acabe com essa farra dos intocáveis, nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu, inclusive. Respondendo com muito orgulho o processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes, mas eu quero frisar aqui. Quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, nem ele, não fui eu”, declarou.
Apesar de só citar nominalmente Gilmar Mendes, o ministro citou indiretamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
“Quem conseguiu contrato de 129 milhões com uma esposa foi um colega dele [Moraes]. Quem fez uma transação no Tayaya foi outro colega dele [Toffoli]. Eu que moro em Belo Horizonte há oito anos, para onde eu me mudei, nunca encontrei com o banqueiro bandido [Vorcaro]”, afirmou.
A fala ocorre após Zema defender, por muitas vezes, a prisão dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com o caso do Banco Master.
Relembre os casos:
Contrato de R$ 129 milhões
O contrato do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master totalizava R$ 129 milhões. O montante seria pago em 36 meses, a partir do início de 2024. Ou seja, o banco pagaria por mês R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Advogados.
Resot Tayayá
Propostas para o STF
Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais citou medidas que aplicará no STF caso seja eleito, tais como:
- Idade mínima de 60 anos para ocupar uma cadeira na Suprema Corte: “Ir para o STF é um coroamento de uma longa carreira, igual papa, não se vê papa de 35 anos. É um coroamento de uma carreira longa no setor jurídico ou acadêmico. Você com isso limita 15 anos a permanência de ministro-eleito, ou indicado”.
- Fim de decisões monocráticas -aquelas que são tomadas por um único ministro: “Vou acabar também com as decisões monocráticas, principalmente aquelas que dizem em respeito a pautas votadas pelo Legislativo. Se for para derrubar algo, pelo menos que seja uma decisão de colegiado e não uma assinatura de um ministro valer mais do que 400 deputados, como tem acontecido”.
Fonte: Metrópoles




