A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2/7), mais uma fase da Operação Unha e Carne, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV) e suposto envolvimento com a Máfia do Cigarro.
Segundo a PF, esta fase da operação busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o “paco” da nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e a possível ramificação com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.
Ao todo, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Por determinação de Moraes, também foi decretado o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 22 milhões.
Segundo a PF, esta nova fase teve origem após a apreensão de listas em poder de Adilsinho, que indicariam registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade ligada à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro.
Os documentos chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.
Com as buscas e apreensões desta quinta-feira, a PF pretende aprofundar a análise do material apreendido, rastrear o fluxo financeiro investigado e identificar possíveis beneficiários, intermediários e operadores do esquema.
Entre os 14 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF está um contra o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade).
Marco Antônio é filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e foi alvo da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Fonte: Metrópoles



