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SOLDADO DA PM É PRESO APÓS AGREDIR MULHER E ATACAR COLEGAS

Um episódio de violência envolvendo agentes de segurança pública chamou atenção na noite deste sábado (21) em Vitória. Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso após agredir a própria companheira, que também é policial militar, e entrar em confronto com colegas de farda durante uma confusão em um estacionamento de supermercado no bairro Jardim Camburi. O caso ocorreu logo após o desfile de um bloco de Carnaval e mobilizou equipes que faziam patrulhamento na região.

De acordo com a Polícia Militar, o soldado Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, apresentava comportamento extremamente alterado quando os policiais chegaram ao local. A viatura foi acionada após denúncias de agressão e desordem no estacionamento. Ao chegarem, os militares encontraram o casal acompanhado de um amigo. Mesmo diante das ordens para que se acalmasse, Marcelo teria desobedecido às determinações, empurrado policiais e tentado continuar a agredir a companheira.

Diante da resistência e do risco de escalada da violência, os policiais precisaram utilizar spray de pimenta para tentar conter o soldado. Ainda assim, segundo o relato oficial, ele continuou exaltado, passou a ameaçar os colegas e a proferir ofensas. Durante a tentativa de imobilização, Marcelo desferiu um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do policial, o que agravou a situação e reforçou a necessidade de sua prisão.

A vítima, uma soldado de 27 anos, relatou que a confusão teve início após ela se perder do companheiro durante o desfile do bloco carnavalesco. Segundo seu depoimento, tentou contato diversas vezes por telefone até que os dois se reencontraram no estacionamento. Nesse momento, de acordo com o relato, ela teria sido retirada à força do carro e agredida no rosto, dando início à briga que chamou a atenção de pessoas que estavam no local.

Ainda segundo a policial, o relacionamento é marcado por comportamentos controladores e ameaças frequentes. Ela afirmou que já foi intimidada com promessas de morte ou de sofrer lesões graves, incluindo ameaças de tiros nas mãos e nos joelhos. O depoimento foi registrado e deverá subsidiar as medidas legais cabíveis.

A mulher apresentava marcas visíveis de agressão pelo corpo e informou que pretende solicitar medidas protetivas de urgência, conforme previsto na legislação. O caso será acompanhado pelas autoridades competentes, tanto na esfera criminal quanto administrativa, uma vez que envolve policiais militares em situação de violência doméstica e desacato.

A Polícia Militar informou que o episódio será apurado com rigor e que condutas incompatíveis com a função policial não serão toleradas. Procedimentos internos devem ser abertos para avaliar a permanência do soldado na corporação, além das providências judiciais já adotadas. O caso reacende o debate sobre violência doméstica, inclusive em ambientes onde os envolvidos têm treinamento e acesso a armas, e reforça a importância de mecanismos de proteção às vítimas e de responsabilização efetiva dos agressores.

 

Fonte: Polinvestimento

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