O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) corre um sério risco de ficar ainda menor. Depois de ter encolhido no Congresso Nacional e também nos municípios, os tucanos podem perder, em breve, dois de seus três governadores de estado, que vêm sendo sondados por outras legendas para deixar o ninho tucano.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, pode migrar para o PSD, partido comandado pelo ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Gilberto Kassab. A outra baixa pode ser a do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, eleito em 2022. Ele é mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o PL pode ser o caminho.
A política não perdoa aqueles que não têm visão. Diante da então violenta polarização política entre Bolsonaristas e Lulistas, principalmente no período de 2020 a 2022, o PSDB não se apresentou como opção aos extremos. Pelo contrário, ficou ao lado da turma do “quanto pior, melhor”.
Os afagos e apoios declarados de lideranças históricas do PSDB ao PT acabaram transformando a Social Democracia em uma legenda “mais do mesmo”. Ou seja, o PSDB perdeu a oportunidade da construção de um protagonismo. Os eleitores não perdoaram e a resposta foi dada nas urnas. As eleições municipais 2024 afundaram o partido na pior crise da sua história.
Em São Paulo, principal reduto dos tucanos, o partido colheu derrotas com feridas expostas que vão demorar muito a cicatrizar. Além da pífia candidatura do apresentador José Luiz Dantena, que só teve 1,84% dos votos válidos, o PSDB não elegeu nenhum vereador na capital e quase sumiu no Estado. Dos 173 prefeitos, o partido só elegeu 21.
O futuro do PSDB ainda é indefinido, mas a conversa fiada de “Oposição Construtiva” ao governo Lula, em uma gestão que até agora não apresentou nenhum projeto para o Brasil, pode colocar os tucanos na “UTI”.
Fonte: Viver Política



