O depoimento de Bolsonaro ocorreu na sede da Polícia Federal em Brasília e integra o inquérito autorizado por Moraes, que apura suposta obstrução de justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Declaração
Na saída da PF, Bolsonaro declarou aos jornalistas que o valor transferido a Eduardo foi retirado dos R$ 17,2 milhões recebidos via Pix em sua conta pessoal nos primeiros seis meses de 2023. “Eu botei R$ 2 milhões na conta dele. Lá fora tudo é mais caro. Tenho dois netos pequenos. Não quero que ele passe dificuldades. É muito? Sim. Mas lá nos EUA são uns 350 mil dólares”, justificou.
Defesa e críticas
O ex-presidente negou qualquer tentativa de lobby por parte do filho para pressionar o governo americano contra autoridades brasileiras. “O trabalho que ele faz lá é pela democracia no Brasil. Não existe sancionamento por lobby. É tudo com base em fatos. Estão jogando para cima dele injustamente”, declarou.
Bolsonaro também alegou estar sendo perseguido: “Para mim, a perseguição continua. Se meu filho estivesse cometendo algum crime lá, parte do parlamento americano com quem ele se relaciona também estaria envolvida.”
Encontro com Moraes
Sobre o depoimento que deve prestar diretamente ao ministro Alexandre de Moraes na próxima semana, Bolsonaro demonstrou otimismo. “Acho excelente falarmos ao vivo sobre golpe de Estado. Estou muito feliz, será uma oportunidade para esclarecer tudo. O senhor vai responder, senhor. Sem problema nenhum”, afirmou.
Caso Zambelli
Questionado sobre a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que teve seu nome incluído na lista da Interpol após deixar o país, Bolsonaro negou qualquer vínculo recente com ela. “Vi pela imprensa que estou no inquérito também. Mas esse assunto não foi tratado. Não tenho nada a ver com Carla Zambelli. Não mandei Pix para ela. Soube do caso pela imprensa”, concluiu.
*Com informações da Agência Brasil



