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STF ouve testemunhas dos núcleos da trama golpista nesta segunda-feira (14)

Depoimentos envolvem o bloqueio de eleitores no Nordeste e o plano que previa ataques ao STF e a Lula

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (14) a fase de oitivas das primeiras testemunhas de acusação e defesa ligadas aos núcleos 2, 3 e 4 da suposta tentativa de golpe de Estado investigada pela Corte.

Pela manhã, prestam depoimento três testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR): Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador da PRF; Clebson Ferreira de Paula Vieira, ex-analista do Ministério da Justiça; e Éder Lindsay Magalhães Balbino. Eles devem detalhar ações que teriam dificultado o acesso de eleitores, especialmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022.

À tarde, será ouvido o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Delator no processo, Cid falará como informante do juízo ao ministro Alexandre de Moraes. Sua colaboração foi mantida mesmo após suspeitas de obstrução de Justiça.

As audiências seguirão ao longo de julho, com depoimentos por videoconferência. As testemunhas de defesa do núcleo 2 serão ouvidas de 15 a 21 de julho; as do núcleo 3, entre os dias 21 e 23; e as do núcleo 4, nos dias 15 e 16. Estão previstos nomes como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e ex-comandantes das Forças Armadas.

Entenda os núcleos da investigação:

  • Núcleo 2: Formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro e das forças de segurança do Distrito Federal. São acusados de usar a máquina pública para dificultar a votação de eleitores no Nordeste, região de maior apoio a Lula.

  • Núcleo 3: Composto por militares. Teria articulado o “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que previa o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, ações contra o STF e até o assassinato de Lula antes da posse.

  • Núcleo 4: Investigado por liderar uma rede de desinformação, ataques ao sistema eleitoral e incitação ao golpe, criando um ambiente de ruptura democrática.

*Com informações da CBN 

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