Ex-presidente é acusado de tentativa de golpe e coação contra a Justiça
A maioria da Primeira Turma do STF votou nesta sexta-feira (18) por manter as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno (19h às 6h), proibição de deixar o Distrito Federal e de contato com embaixadores, diplomatas e seu filho Eduardo Bolsonaro.
A decisão atende ao voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e foi acompanhada por Cristiano Zanin e Flávio Dino. Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux têm até segunda-feira (21) para votar.
Bolsonaro é réu por liderar uma tentativa de golpe de Estado, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR). As medidas visam impedir nova obstrução de Justiça e coação de testemunhas.
Em seu voto, Flávio Dino classificou a conduta do ex-presidente como uma forma inédita de coação: “um sequestro da economia nacional para chantagear o STF”.
Após a instalação da tornozeleira nesta manhã, Bolsonaro declarou à imprensa que a decisão visa sua “suprema humilhação” e negou intenção de fuga. Sua defesa disse ter recebido as medidas com “surpresa e indignação”.
*Com informações da Agência Brasil



