A morte do fotógrafo Sebastião Salgado, considerado um dos fotógrafos mais importantes do mundo, deixa imenso vazio numa arte em que ele se transformou em mestre, inspirador de uma legião de seguidores A causa da morte não foi revelada, mas há anos o fotógrafo sofria com as consequência da malária, doença que contraiu em uma das muitas expedições realizadas pelo mundo. Sebastião Salgado, mineiro de 81 anos, vivia em Paris com a esposa Lélia e o filho Rodrigo.
Em texto confirmando sua morte, o Instituto Terra, organização não-governamental fundada pelo fotógrafo. “Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora”, diz o comunicado.
Ao longo de uma carreira com mais de 50 anos, Sebastião Salgado viajou o mundo, documentando com sua câmera situações de miséria, injustiças e resistência humana. Entre eu seus trabalhos mais memoráveis está livro organizado durante seu trabalho para a Organização Humanitária Médicos sem Fronteiras. As imagens mostram o drama dos refugiados da seca e o trabalho de médicos e enfermeiras voluntários na região africana de Sahel da Etiópia, Sudão, Chade e Mali.
Em 2024, o fotógrafo resumiu, em entrevista à agência France-Presse, meio século de trabalho concentrado nos últimos anos na proteção da natureza. Mesmo em seus últimos anos de vida, Salgado continuou na luta pela defesa do meio ambiente. “Só me falta morrer agora. Tenho 50 anos de carreira e completei 80 anos. Estou mais perto da morte do que de outra coisa. Uma pessoa vive no máximo 90 anos. Então, não estou longe, mas continuo fotografando, continuo trabalhando, continuo fazendo as coisas da mesma forma”, disse.



