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Rússia realiza maior bombardeio da guerra após ligação entre Putin e Trump

Ucrânia afirma que ataque aéreo é o mais intenso desde 2022; 23 ficaram feridos

A Rússia lançou, nesta sexta-feira (4), o maior bombardeio contra a Ucrânia desde o início da guerra, segundo autoridades ucranianas. O ataque ocorreu um dia após uma ligação telefônica entre Vladimir Putin e Donald Trump, que terminou sem avanços diplomáticos.

De acordo com o Kremlin, a conversa durou quase uma hora. Putin reafirmou que “não abrirá mão dos objetivos russos” no conflito. Já o presidente dos Estados Unidos afirmou à imprensa que a ligação foi longa, mas improdutiva, e demonstrou frustração com a falta de progresso.

Pouco depois do anúncio da ligação, sirenes de ataque aéreo soaram em toda a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou a ofensiva como mais uma prova de que a Rússia “não tem intenção de encerrar a guerra”.

“Sem pressão internacional em larga escala, a Rússia continuará seu comportamento destrutivo”, afirmou Zelensky.

Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 539 drones e 11 mísseis durante a ofensiva. Do total, 268 drones e dois mísseis foram interceptados. Ao menos 23 civis ficaram feridos.

Falta de consideração

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, disse que o bombardeio revela a “absoluta falta de consideração” de Putin pelos apelos internacionais. “O ataque é um recado claro contra qualquer tentativa de negociação ou cessar-fogo”, declarou.

Em Kiev, dezenas de moradores passaram a noite em estações de metrô, usadas como abrigos. “Já conhecemos os funcionários, passamos todas as noites aqui”, contou Yulia Golovnina, de 47 anos.

Ataques se intensificam

O número de ataques noturnos russos cresceu nas últimas semanas, segundo levantamento da AFP. O mês de junho registrou um recorde de lançamentos de drones e mísseis, em meio à paralisação das negociações de paz.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos anunciaram a suspensão do envio de parte do armamento fornecido à Ucrânia, o que aumenta a preocupação em Kiev.

*Com informações da Istoé

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