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Preso desde setembro, “Careca do INSS” discute proposta de delação premiada

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, prepara uma proposta de delação premiada. Investigado por suspeitas de participação em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, ele está preso desde 12 de setembro de 2025. Com informações de Andreza Matais, no Metrópoles.

A iniciativa ganhou força após familiares do investigado passarem a ser alvo das apurações. Entre os episódios citados está a prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antunes, ocorrida em dezembro de 2025.

 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também aprovou requerimentos envolvendo Tânia Carvalho dos Santos, mulher de Antunes. A oitiva, segundo registros públicos, ainda não teve data confirmada.

Nas últimas semanas, o investigado reuniu advogados para estruturar os termos de uma eventual colaboração. A proposta em elaboração inclui relatos sobre negócios atribuídos ao filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

O ministro André Mendonça, relator das investigações do caso no STF. Foto: Fellipe Sampaio/STF

De acordo com interlocutores mencionados nas apurações, as operações citadas envolveriam articulações nas áreas de educação e saúde, além de conexões com o próprio caso do INSS. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o conteúdo de uma possível delação.

O relator das investigações no Supremo Tribunal Federal é o ministro André Mendonça. O magistrado também assumiu a relatoria do caso Banco Master após a saída de Dias Toffoli.

Há precedentes recentes em que propostas de delação não foram aceitas pelo Ministério Público. Um dos exemplos citados nos bastidores jurídicos é o de Beto Louco, cuja colaboração não teve consentimento do MP.

Reportagens anteriores indicaram que Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, após o avanço das investigações. Em entrevista ao UOL, o presidente Lula afirmou: “Eu chamei meu filho aqui e falei: ‘Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda’”.

Registros das investigações mencionam ainda a empresa World Cannabis, ligada ao setor de cannabis medicinal. Depoimentos apontam que Lulinha teria participado de articulações relacionadas ao projeto. A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes negou que ele vá formalizar proposta de delação premiada.

 

Fonte: Diário Centro do Mundo

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