Hospital foi entregue em 2024, mas ainda não tem condições legais e estruturais para operar
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), usou as redes sociais nesta semana para mostrar, em detalhes, por que o Hospital Municipal Georges Hajjar, localizado no Residencial Leblon, ainda não iniciou os atendimentos, mesmo após sua inauguração no fim de 2024.
No vídeo, publicado no Instagram, Corrêa percorre as instalações da unidade e aponta uma série de falhas estruturais e ausência de equipamentos essenciais. A gravação começa na sala de raio-x, onde o prefeito destaca a falta de vidro, portas e revestimento adequado para isolar a radiação — itens obrigatórios para o funcionamento seguro do setor.
Na recepção, ele chama atenção para a inexistência de medicamentos, desfibrilador, computadores e até mesmo cadeiras. A sala de isolamento também apresenta problemas: não há pia para higienização nem vidro na porta, o que compromete o controle de doenças transmissíveis pelo ar.
Já na área externa, o vídeo mostra infiltrações no telhado, que segundo o prefeito, precisarão de reparos imediatos. Além disso, a unidade não possui portão nem rampa adequada para o acesso de caminhões que fariam o recolhimento de lixo comum e infectante.
Outros problemas apontados incluem a ausência de autoclave na área de esterilização, além da falta de estrutura básica na recepção principal, como cadeiras e computadores. A central de gás medicinal, essencial para o fornecimento de oxigênio aos pacientes, também não foi instalada.
Na câmara mortuária, o vídeo evidencia a falta de saída para esgoto e de sistema de refrigeração, além da ausência de ar-condicionado, equipamentos considerados fundamentais para a conservação dos corpos.
O que foi feito até agora
No fim do vídeo, Corrêa afirma que sua gestão, que completou quatro meses, tem se dedicado à resolução de entraves burocráticos, aquisição de insumos, equipamentos e estudos técnicos sobre a demanda da unidade.
Uma das principais pendências era a contratação da organização responsável pela gestão do hospital. Segundo o prefeito, essa etapa foi concluída no último dia 20, com a contratação emergencial da Organização Social (OS) Hospital Maternidade Terezinha de Jesus, que administrará a unidade pelos próximos 12 meses.
Assista ao vídeo publicado no instagram do prefeito:
*Com informações do Portal6



