A economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, em relação aos três meses anteriores, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira, 30. O avanço foi puxado pela agropecuária, que registrou alta de 12,2%. O setor de serviços também cresceu (0,3%), enquanto a indústria teve leve recuo de 0,1%.
O Produto Interno Bruto (PIB) somou R$3,0 trilhões nos três primeiros meses de 2025, sendo R$2,6 trilhões provenientes do Valor Adicionado a preços básicos e R$431,1 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. A taxa de investimento no período foi de 17,8% do PIB, superior aos 16,7% registrados no mesmo trimestre de 2024. A taxa de poupança também cresceu, passando de 15,5% para 16,3%. Na comparação anual, o PIB teve alta de 2,9%, com avanços em todos os setores: agropecuária (10,2%), indústria (2,4%) e serviços (2,1%).
No setor de serviços, a maior alta no primeiro trimestre de 2025 veio do segmento de Informação e comunicação, com crescimento de 3,0%. Também apresentaram avanço as atividades de outros serviços (0,8%), atividades imobiliárias (0,8%), administração pública, saúde, educação e seguridade social (0,6%) e comércio (0,3%). Já as atividades financeiras registraram estabilidade (0,1%), enquanto o setor de transporte, armazenagem e correio teve retração de 0,6%.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0%, impulsionado pelo mercado de trabalho e pela expansão do crédito. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos na economia, subiu 3,1%. Por outro lado, o consumo do governo apresentou variação praticamente nula, com alta de apenas 0,1%.
No setor externo, as exportações de bens e serviços aumentaram 2,9% em relação ao trimestre anterior, enquanto as importações cresceram 5,9%, refletindo o aumento da demanda doméstica por bens e insumos do exterior. É válido ressaltar que, em relação ao primeiro trimestre de 2024, o PIB brasileiro cresceu 2,9% nos três primeiros meses de 2025. Tanto o Valor Adicionado a preços básicos quanto os Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios também registraram avanço de 2,9% no período.



