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Paralisação no Porto de Santos tem confronto entre caminhoneiros e PMs

No segundo dia de paralisação dos caminhoneiros no Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo, houve confronto entre policiais militares (PMs) e a categoriaProfissionais autônomos seguem em greve nesta terça-feira (14/7) para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória (MP) 1.343, que prevê um piso mínimo do frete do transporte rodoviário de cargas.

Veja vídeo:

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a confusão entre PMs e os manifestantes na região da Alemoa, principal acesso ao porto. Nas imagens, é possível ver um homem trocando socos com policiais (veja no vídeo acima).

Em outro momento, o mesmo homem, já contido, leva um golpe na cabeça. Na sequência, também é possível ver os agentes apontando armas para os populares.

 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a confusão teve início depois que o homem teria arremessado uma pedra contra o para-brisa de um caminhão que tentava furar a paralisação e trafegar na via.

“Durante a abordagem, ele resistiu à ação policial e investiu contra os policiais. Outros manifestantes tentaram impedir a detenção e avançaram para cima dos PMs, que intervieram. O detido foi conduzido ao pronto socorro para atendimento médico e em seguida ao 5º Distrito Policial de Santos, onde foi ouvido e liberado”, informou a pasta.

Em nota, o SINDICAM também informou que não há previsão para encerrar a paralisação, “uma vez que os objetivos que motivaram este movimento ainda não foram alcançados”.

“Nossa mobilização é legítima, pacífica e tem como finalidade a defesa dos direitos da categoria, que há muito tempo vêm sendo reivindicados e, infelizmente, não têm sido plenamente atendidos. Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo e esperamos que as negociações avancem para que possamos alcançar uma solução justa e encerrar a paralisação o mais breve possível”, acrescentou a entidade.

Filas de caminhões e congestionamentos

Caminhões que tentavam acessar aos pátios reguladores da Baixada Santista provocaram congestionamento em trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na manhã desta terça-feira (14/7). Ao mesmo tempo, caminhoneiros protestavam pelo segundo dia consecutivo na região para reivindicar pela votação da Medida Provisória 1343 no Senado. A Ecovias não confirma se as situações possuem relação.

Devido ao alto fluxo de veículos, a concessionária adotou o Plano de Contingência para a gestão do tráfego. Os caminhões foram direcionados para a Interligação Planalto, onde eram retidos temporariamente para desafogar o trânsito.

“A Ecovias Imigrantes esclarece que o Plano de Contingência é adotado em situações de interdição prolongada ou quando não há perspectiva de normalização das condições de tráfego, sem possibilidade de desvio ou utilização de rotas alternativas. Esse é o cenário verificado nesta terça-feira (14), o que justifica a adoção da medida”, afirmou a empresa.

 

Segundo dia de protestos

Nessa segunda-feira (13/7), cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para conversar com os motoristas que passavam pelo local e reivindicar pela votação da MP do Frete. Os protestos foram pacíficos e seguiram nesta terça.

A MP prevê definir regras para o transporte rodoviário de cargas, como o cadastramento das operações, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete. Na prática, os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da norma que atende a demandas exigidas pela classe.

O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP perde a validade.

O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país. “Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.


Entenda

  • Associações de caminhoneiros convocaram greve para esta segunda-feira em todo o país.
  • A categoria cobra votação da MP do Frete.
  • A expectativa era de que o projeto fosse levado para votação nesta terça-feira (14/7).
  • A medida pode caducar, caso não seja votada até esta quinta-feira (16/7).

Procurado pelo Metrópoles, o Senado ainda não se manifestou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

 

Fonte: Metrópoles

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