O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defendeu que a Casa vote um pedido de impeachment do ministro do STF Dias Toffoli após revelações do Metrópoles sobre a relação do magistrado com o Banco Master.
À coluna o senador fluminense sustentou que a situação “não tem nada a ver” com a disputa entre direita e esquerda e afirmou que é preciso que os “grandes homens da República” se levantem para tratar do caso.
“Impeachment. Isso nada tem a ver com disputa política entre direita e esquerda. É muito maior. Ministros do STF envolvidos com fraudes, jogo e dinheiro da narcomilícia. É muito sério. O Senado e os grandes homens da República têm que se levantar”, disse Portinho à coluna.
Conforme revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Toffoli é apontado por funcionários como “dono” de um resort no Paraná que era de sua família e foi vendido para um advogado da J&F.
Posteriormente, as ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli é o relator do caso Master no STF.
“O Banco Master era uma lavanderia. Mais que um lava-jato: a lavanderia do Brasil. Lá cabia dinheiro do PCC, Igreja, ministros do STF, empresários fazendo rolagem e dinheiro para campanhas. Cabia tudo porque era amparado em contratos advocatícios de gente próxima a um Poder da República que tem a caneta e a decisão final. Proteção vendida, prática criminosa de milícia, por exemplo”, afirmou o líder do PL à coluna.
Até a tarde da quarta-feira (21/1), não havia no Senado qualquer pedido de impeachment de Toffoli com base no caso Master. O ministro, vale lembrar, relata o caso no Supremo.
Fonte: Metrópoles






