terça-feira, 10 março
24.5 C
Brasília

LDO 2026: Congresso retoma tramitação com novo calendário e metas fiscais definidas

Os deputados e senadores retornam do recesso parlamentar neste mês de agosto, tendo como uma das prioridades a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

Segundo define a Constituição, o texto, que define regras para orientar o governo a elaborar o orçamento do próximo ano, deveria ter sido encaminhado à sanção presidencial há duas semanas, em 17 de julho.

Diante do atraso no cronograma, o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), propôs um novo calendário para a tramitação da matéria. Pela proposta, senadores e deputados podem apresentar emendas ao projeto de lei entre os dias 5 e 14 de agosto, em substituição ao prazo original, encerrado em 2 de julho.

Após a análise das emendas, o deputado Gervásio Maia (PSB-PB) deverá encaminhar o relatório final, que será submetido à comissão e, posteriormente, ao Plenário do Congresso Nacional. De acordo com o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), ambas as votações estão previstas para ocorrer ainda no mês de agosto.

Orçamento Anual

O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto. Como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) serve de base para a elaboração da LOA, a aprovação e sanção até essa data são fundamentais. 

Caso isso não ocorra, o Poder Executivo deverá elaborar a proposta orçamentária com base no texto original da LDO, ou seja, sem considerar eventuais alterações propostas pelos parlamentares. A situação se repetiu nos últimos dois anos, com os projetos de LDO sendo aprovados e sancionados apenas em dezembro.

Principais pontos do projeto da LDO

O projeto da LDO para 2026 estabelece uma meta de superávit primário de R$ 34,2 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), e fixa o limite de despesas em R$ 2,43 trilhões.

Segundo projeção do Ministério do Planejamento e Orçamento, as despesas discricionárias (não obrigatórias) devem recuar progressivamente de R$ 231,8 bilhões em 2026 para R$ 147,8 bilhões em 2027, até chegar a R$ 39,5 bilhões em 2029.

Entre as despesas primárias, a maior parte está vinculada a gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários, que somam R$ 1,13 trilhão, e despesas com pessoal e encargos sociais, estimadas em R$ 451 bilhões.

Nesse contexto, o presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Efraim Filho (União-PB), destacou as dificuldades para cumprir a meta estabelecida. “Nós temos, ainda por parte do governo federal, uma lacuna de 118 bilhões de reais de receitas que precisam aparecer. E claro, já há um compromisso pelo governo — mas que a CMO faz questão de reforçar — de que não poderão vir de aumento de impostos, aumento de alíquotas. Esse não é o caminho. E esse equilíbrio será buscado também olhando pelo lado da despesa. É preciso qualificar o gasto público e eliminar o desperdício”.

Em relação à inflação, o texto prevê “leve aceleração” em 2025, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar em 4,9%. “Para 2026, projeta-se variação de 3,5% para o IPCA, dentro do intervalo da meta. Para os anos posteriores, a previsão é de convergência da inflação para o centro da meta de 3%”, indica a mensagem enviada ao Congresso Nacional.

Com informações da Agência Senado.

Pixel Brasil 61

Mais vistas

Inflação pelo IPC-S sobe 0,04% na 1ª quadrissemana de março, após queda em fevereiro

Variação acumulada em 12 meses se moveu para 2,81%; cinco dos oito grupos de despesas tiveram variações positivas frente à última quadrissemana

Maior planta de biometano do Brasil é inaugurada em Paulínia (SP)

Unidade transforma resíduos urbanos em combustível renovável e reforça liderança de São Paulo na transição energética

CFEM: Justiça revoga liminar e mantém regra da ANM para cálculo dos royalties da mineração

Decisão reconhece que taxa estadual de fiscalização integra custos operacionais e não pode ser deduzida dos royalties da mineração

CNA pede elevação da mistura de biodiesel no diesel para evitar choque de preços no agro

Aumento de 15% para 17% do combustível renovável pode diminuir impacto do encarecimento do petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio

Soja e trigo: confira as cotações de preço para esta terça-feira (10)

Em Paranaguá, a soja marca o período em queda; no Paraná, o trigo apresenta alta

Últimas Notícias

Inflação pelo IPC-S sobe 0,04% na 1ª quadrissemana de março, após queda em fevereiro

Variação acumulada em 12 meses se moveu para 2,81%; cinco dos oito grupos de despesas tiveram variações positivas frente à última quadrissemana

Maior planta de biometano do Brasil é inaugurada em Paulínia (SP)

Unidade transforma resíduos urbanos em combustível renovável e reforça liderança de São Paulo na transição energética

CFEM: Justiça revoga liminar e mantém regra da ANM para cálculo dos royalties da mineração

Decisão reconhece que taxa estadual de fiscalização integra custos operacionais e não pode ser deduzida dos royalties da mineração

CNA pede elevação da mistura de biodiesel no diesel para evitar choque de preços no agro

Aumento de 15% para 17% do combustível renovável pode diminuir impacto do encarecimento do petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio

Soja e trigo: confira as cotações de preço para esta terça-feira (10)

Em Paranaguá, a soja marca o período em queda; no Paraná, o trigo apresenta alta

Café hoje: confira as cotações para esta terça-feira (10)

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

Ibovespa fecha em alta e supera os 180 mil pontos

Avanço do índice é influenciado pelo cenário externo e pela valorização do petróleo
spot_img

Artigos relacionados

Categorias Populares

spot_imgspot_img