O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, visitou, nesta terça-feira (16/12), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal por liderar a trama golpista para se manter no poder. Ao sair do local, o parlamentar disse aos jornalistas que conversou com o pai sobre o PL da Dosimetria, que propõe a redução de penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.
“Ele [Bolsonaro] aguenta o tranco de mais um tempo aqui, até que essa situação toda se reverta e a Justiça seja restabelecida em nosso país”, afirmou o senador.
Segundo Flávio, Bolsonaro havia dado a diretriz para que seus aliados aceitassem a redação do PL da Dosimetria, que foi relatada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e aprovada pela Câmara dos Deputados, “independentemente de qual fosse”.
“Se colocasse as pessoas, como a Débora do batom, em casa, próximo de suas famílias, ainda que uma semiliberdade, ele já sentiria menos triste. Falei para ele que foi uma repercussão que foi positiva aqui, mais uma vez ele mostrando que ele coloca o interesse do Brasil e de outras pessoas inocentes à frente do próprio interesse dele”, alegou Flávio.
O senador, no entanto, considera que o PL da Dosimetria ainda precisa de correções e comentou a possibilidade de a lei, se aprovada, beneficiar autores de crimes graves não ligados ao 8 de Janeiro. E reclamou da falta de tempo para “aprimorar um texto como deveria ter sido feito”.
“Como ele [relator] só soltou o texto em cima da hora, a grande maioria dos parlamentares votou até sem saber qual era o texto de verdade, sem poder apresentar emendas. O exercício parlamentar foi proibido, foi constrangido por uma força fora do Congresso Nacional”, disse, em referência a Alexandre de Moraes.
Correções
No Senado, disse Flávio, o texto precisará ser corrigido. “E aí a gente está tentando ver como é que faz alguma alteração ali para evitar que esse benefício seja dado a marginais de verdade, marginais perigosos de verdade, na carona da votação desse projeto. Eu vou conversar agora, quando voltar para o Senado Federal, com o líder Rogério Marinho, que participou dessas tratativas ontem, tanto com o presidente [do Senado] Davi Alcolumbre, quanto com o presidente Jair Bolsonaro”, ressaltou.
Magnistsky
Esta é a primeira visita de Flávio ao pai após a retirada da Lei Magnitsky imposta pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador, no entanto, assegurou que não tratou do assunto com o ex-presidente.
O filho 01 de Bolsonaro chegou por volta das 8h50 para a visita autorizada de 30 minutos, tempo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes. Logo depois, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou o marido. Ela deixou a Superientendência da Polícia Federal sem falar com a imprensa.
Fonte: Metrópoles



