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Facções criminosas disfarçadas de torcidas organizadas: falta punição? O que fazer?

A emboscada covarde patrocinada pela torcida organizada Mancha Alvi Verde do Palmeiras contra torcedores do Cruzeiro, no último dia 27 de outubro, na Rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, na Grande São Paulo, que resultou em uma morte e dezenas de feridos, é uma triste constatação que as organizadas estão tomadas por criminosos.

Atenção, Polícia Federal, Ministério Público e governos estaduais: a fase do vandalismo e das brigas dentro e ao redor dos estádios já foi ultrapassada. Agora, são assassinatos e emboscadas que desafiam a quem quer que seja.

Por que não investigar se as principais facções do crime organizado no Brasil estão se infiltrando nas torcidas dos clubes brasileiros? Muitas destas “torcidas” são patrocinadas por políticos e pelos próprios clubes. Então, são eles co-responsáveis?

No Brasil, o caminho de algumas torcidas organizadas é o mesmo que foi tomado pelas principais facções criminosas. Começaram a se disfarçar de entidades sociais, se escondem atrás de razões sociais de escolas de samba, escolinhas e outras atividades que encobrem a sua principal finalidade, o crime.

É inadmissível que um punhado de marginais covardes ganhem as manchetes dos principais veículos do país com o status de torcedores. Muitos setores da imprensa ajudam a inflamar as ações desses criminosos e depois que os tumultos e as agressões acontecem, os comentaristas condenam a violência. É sempre a mesma receita!

As brigas entre as facções organizadas Brasil afora só ganham de fato o “clamor” e a “indignação” por parte da maioria dos veículos de comunicação quando as forças de segurança pública entram em ação e tentam conter esses marginais com a violência proporcional à que é praticada por eles. Aí tem um monte de pedido de investigação para saber o motivo de “tanta violência” praticada pelos policiais.

O que fazer para combater a violência?

É para acabar com toda violência, não é preciso “inventar a roda” novamente. É só fazer o que já foi feito, por exemplo, na Inglaterra, que vivia nos anos 80 uma situação muito pior do que a vivida hoje no Brasil.

As autoridades inglesas em vez de tentar conter os vândalos depois do início da violência, começou a identificá-los previamente. Todos os times ingleses tiveram que instalar em seus estádios sistemas de monitoramento por câmeras em parceria com as forças de segurança. Ou seja, a tecnologia foi usada a favor do esporte e da vida. A polícia começou a fazer uma varredura virtual à procura de torcedores brigões.

O embate entre policiais e torcida foi substituído pelo trabalho discreto de inteligência com o uso da tecnologia. Quando um criminoso disfarçado de torcedor era identificado, ele imediatamente era retirado do estádio.

O Brasil precisa tomar atitudes mais duras. Tem que colocar na cadeia e proibir o deslocamento desses marginais. Os identificados como sendo de maior periculosidade deveriam ser proibidos de cruzar fronteiras estaduais ou frequentar estádios. Ou seja, o time “A” vai jogar na casa do time “B”, o marginal disfarçado de torcedor já identificado e “fichado”, de qualquer um dos times, tinha que se apresentar para a justiça no dia da partida e ser proibido de viajar ou de frequentar estádios.

Portanto, não é preciso fazer mágica para combater a violência provocada pelos marginais infiltrados nas torcidas organizadas. Basta vontade política e fazer com que a justiça não seja tão “cega”.

O Brasil não é para amadores!

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

Fonte: Viver Política

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