Credor recorre por preferência, e União cobra impostos não pagos; defesa da família não comenta
DA FOLHA DE S. PAULO
Primeiro delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa morreu em 2022 deixando obrigações pendentes em seu acordo de colaboração e dívidas volumosas, que agora são alvo de disputa judicial.
Costa, ainda no início da Lava Jato, abriu mão de um patrimônio multimilionário no exterior —que admitiu ser de origem ilícita— e se comprometeu a pagar multa compensatória em troca de benefícios, como cumprir prisão em regime domiciliar. Seus depoimentos, ao lado dos feitos pelo doleiro Alberto Youssef, arrastaram para o centro das investigações em 2014 um grupo de empreiteiras e também partidos políticos, abrindo caminho para o aprofundamento da operação.
Após sua morte em decorrência de um câncer, há três anos, a viúva Marici foi designada inventariante.
Com o processo em tramitação, o advogado Fernando Fernandes cobrou na Justiça o direito de receber R$ 5 milhões pela defesa feita no início da operação, sustentando que tem preferência pelos valores frente à indenização cível no acordo de colaboração premiada.
Fonte: MídiaNews



