Deputada está na lista vermelha da Interpol e é considerada foragida da Justiça brasileira
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pode ser presa a qualquer momento na Itália, segundo o embaixador do Brasil no país europeu, Renato Mosca. As autoridades italianas acataram o pedido de inclusão da parlamentar na lista vermelha da Interpol, e as polícias locais estão mobilizadas para localizá-la e cumprir o mandado de prisão.
“Ela poderá ser presa a qualquer momento. As autoridades italianas aceitaram o pedido de inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol. A mobilização está ocorrendo, e as forças policiais estão em busca da localização”, afirmou o embaixador em entrevista à GloboNews.
Apesar da movimentação das autoridades, não há um mandado de busca e apreensão formal. Conforme explicou Mosca, a legislação italiana impede prisões dentro de locais considerados domicílio, como residências e quartos de hotel. Ainda assim, a expectativa é que a detenção ocorra em espaços públicos.
Zambelli foi condenada pelo STF e deixou o país
A parlamentar foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A sentença inclui:
- 10 anos de prisão em regime fechado
- Cassação do mandato
- Inelegibilidade
- Multa de R$ 2 milhões
Pouco após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e passou a ser considerada foragida pela Justiça brasileira.
Extradição é possível, mesmo para cidadãos ítalo-brasileiros
Zambelli possui nacionalidade italiana, mas, segundo o embaixador, isso não impede sua extradição. Brasil e Itália mantêm um tratado de cooperação penal que viabiliza a entrega de cidadãos ítalo-brasileiros condenados pela Justiça.
“Temos hoje 14 pedidos de extradição ativos na Itália. Quatro envolvem ítalo-brasileiros, e já houve uma extradição em 2025”, afirmou Mosca.
A situação de Carla Zambelli marca um novo capítulo na relação entre Justiça, política e cooperação internacional, e pode ter desdobramentos significativos tanto na cena política brasileira quanto no processo de responsabilização de autoridades públicas.
*Com informações do Correio Braziliense



