O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte otimismo. Nesta segunda-feira, 30, o dólar comercial caiu 0,88%, fechando a R$5,43, o menor valor desde setembro de 2023. Já a bolsa de valores (Ibovespa) avançou 1,45%, encerrando o dia com 138.855 pontos, acumulando alta de mais de 15% no semestre.
A moeda norte-americana teve um mês expressivo: recuou 4,99% apenas em junho, o melhor desempenho mensal desde janeiro, quando caiu 5,56%. No primeiro semestre de 2025, o dólar acumula desvalorização de 13,51% frente ao real.
A alta da B3 e a queda do dólar refletem tanto fatores externos quanto internos. No cenário internacional, a retirada de uma taxa pelo Canadá sobre empresas de tecnologia dos Estados Unidos, após tensões comerciais com o ex-presidente Donald Trump, impulsionou as bolsas norte-americanas, que fecharam em níveis recordes.
Além disso, a queda nas taxas dos títulos do Tesouro dos EUA tornou o Brasil e outros mercados emergentes mais atrativos para investidores estrangeiros.
No plano doméstico, o destaque foi a divulgação dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Brasil registrou a criação de 148,9 mil empregos com carteira assinada em maio, número abaixo das projeções do mercado, o que aumentou as expectativas de corte na taxa Selic por parte do Banco Central.
A possibilidade de juros menores no curto prazo favorece a atração de investimentos para a bolsa de valores e aumenta o apetite de investidores pelo mercado de ações, o que ajuda a explicar a valorização acumulada de 15,44% do Ibovespa no semestre.
Fonte: Agência Brasil



