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Diante de tarifaço de Trump, Caiado anuncia linha de crédito para proteger economia de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou neste sábado (18) a criação de uma linha de crédito com taxas inferiores às de mercado para proteger a economia estadual dos efeitos da nova tarifa de importação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve entrar em vigor em 1º de agosto.

O anúncio foi feito por meio de publicação nas redes sociais, enquanto Caiado cumpre missão oficial no Japão. O pacote estadual inclui também a formação de um grupo de trabalho com representantes do governo e da iniciativa privada para analisar medidas adicionais de mitigação dos impactos econômicos.

“Determinei a abertura de uma linha de crédito com taxas inferiores às de mercado e a criação de um grupo de trabalho (…) O objetivo é não deixar desempregar nenhum trabalhador ou fechar qualquer empresa que possa ser penalizada com as medidas anunciadas pelos Estados Unidos”, afirmou o governador.

Crédito para exportadores e fundo para pequenos negócios

Segundo informações do governo de Goiás, a nova linha de crédito será destinada a empresas com alta exposição nas exportações para os EUA, com juros inferiores a 10% ao ano — abaixo de taxas praticadas até mesmo por programas federais subsidiados.

O financiamento será viabilizado a partir de créditos de ICMS de exportação, sem aporte direto de recursos públicos. Como contrapartida, as empresas beneficiadas deverão manter os empregos.

O pacote inclui ainda a criação de um fundo de garantia para pequenos e médios empresários, com o objetivo de alavancar a concessão de crédito pela iniciativa privada.

Crise diplomática e reação do governo federal

O tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros foi anunciado pelo ex-presidente Donald Trump em carta aberta, na qual exige o fim da “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro (PL), seu aliado político, e acusa o Judiciário brasileiro de perseguição. A medida gerou forte repercussão e agravou as tensões diplomáticas entre os dois países.

O governo federal, por sua vez, tem mantido posição de soberania e independência diante da pressão norte-americana e ainda não anunciou contramedidas econômicas.

Posicionamento político

Caiado, que permanece no exterior, evitou comentar diretamente a crise institucional. Em sua nota, afirmou:

“Sobre a crise política, sigo os ensinamentos de Carlos Lacerda: não se comenta estando fora do país. Na terça-feira (22), retorno do Japão, onde estou em missão oficial, e me posicionarei.”

*Com informações do Mais Goiás

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