Brasil eleva cobertura da vacina contra tuberculose: de 84,3% em 2023 para 92,3% em 2024
A aplicação da vacina BCG nas primeiras horas de vida é um dos passos mais importantes para a proteção da criança contra as formas mais graves da tuberculose. Segundo o Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025, crianças e adolescentes representam 12% dos casos da doença no mundo.
“A BCG protege contra meningite tuberculosa e tuberculose miliar. Por isso, deve ser administrada o mais cedo possível”, afirma Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do DF.
Cobertura vacinal em alta
O Brasil registrou um avanço expressivo na cobertura vacinal da BCG: de 84,3% em 2023 para 92,3% em 2024. No Distrito Federal, o índice superou 120%, ultrapassando com folga a meta nacional de 90%.
“Esse resultado mostra o comprometimento das equipes de saúde, mas ainda é essencial manter o esforço para garantir que todas as crianças sejam imunizadas”, reforça Tereza.
Quem deve tomar a vacina?
A BCG é gratuita e aplicada em dose única pelo SUS. É indicada para:
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Recém-nascidos com mais de 2 kg, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento;
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Crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias, se ainda não vacinadas;
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Pessoas que convivem com pacientes com hanseníase.
A vacinação costuma ser feita ainda nas maternidades, mas também está disponível em unidades básicas de saúde (UBSs), com horários específicos. A consulta pode ser feita pelo site da SES-DF.
A aplicação provoca uma reação local (vermelhidão, ferida e cicatriz), o que é considerado normal e não requer medicação.
Contraindicações
Por conter uma bactéria viva atenuada, a vacina não deve ser aplicada em imunodeprimidos, como:
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Pacientes com HIV;
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Portadores de câncer em tratamento;
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Recém-nascidos de mães que utilizaram medicamentos imunossupressores durante a gestação.
Nesses casos, a imunidade do bebê deve ser avaliada antes da vacinação.
Um marco histórico
O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho, data que marca o uso da vacina pela primeira vez em 1921, pelos cientistas Léon Calmette e Alphonse Guérin. O imunizante foi incorporado ao calendário vacinal brasileiro em 1977, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e é obrigatório desde então.
A tuberculose continua sendo um desafio de saúde pública. A doença pode afetar pulmões, ossos, rins e meninges, com sintomas como tosse persistente, febre, suores noturnos e perda de peso.
A ampliação da cobertura vacinal é um dos principais caminhos para conter a doença e garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações.
Com informações da Secretaria de Saúde do DF e Jornal de Brasília



