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Descontos no INSS: quem é a deputada alvo da PF que usará tornozeleira

Polícia Federal (PF) tem como alvo, na manhã desta terça-feira (17/3), uma figura conhecida da política cearense, a ex-deputada federal e fisioterapeuta Maria Gorete Pereira (MDB-CE). Ela é investigada no âmbito da Operação Indébito e deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A investigação faz parte de um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, um rombo revelado pelo Metrópoles e que pode ter alcançado bilhões de reais.

Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.

“Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão; Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, finalizou.

Também foi informado que o advogado Waldir Xavier, que defende a deputada, se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.

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A peça de alto padrão é vendida por grifes por cerca de US$ 75 mil, o que equivale, atualmente, a aproximadamente R$ 389 mil.

Não foi revelado em posse de quem as bolsas estavam
Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos
As medidas foram cumpridas no Ceará e no DF
Duas pessoas foram presas

 

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

Esquema

De acordo com as investigações, Gorete tem ligação com uma das entidades investigadas. Ela teria recebido procuração da associação Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen), com poderes para celebrar Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS.

Na prática, isso garantia à parlamentar ampla autonomia dentro da estrutura, incluindo a formalização de instrumentos que permitiam os descontos diretamente nos benefícios de aposentados.

Movimentações suspeitas

As investigações apontam ainda que Gorete Pereira teria realizado transações consideradas suspeitas que somam quase R$ 245 mil, entre os anos de 2018 e 2023.

Os dados fazem parte de relatórios financeiros que embasam a apuração sobre o fluxo de recursos dentro das associações investigadas.

O esquema envolvia a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, permitindo a cobrança automática nos contracheques de aposentados e pensionistas.

Entre os principais operadores apontados está o empresário Natjo de Lima Pinheiro, descrito como um dos gestores das associações, além da advogada Cecília Rodrigues Mota. Segundo a investigação, eles atuavam com o apoio de “testas de ferro” para movimentar os valores. Os dois foram presos na ação desta terça.

A coluna entrou em contato com o gabinete da deputada, mas ainda não teve retorno.

 

Fonte: Metrópoles

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