Comissão aprova três requerimentos do Senador Izalci Lucas contra sócios e familiares do “Careca do INSS”.
Em reunião realizada nesta terça-feira (16), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS voltou a debater os rumos das investigações sobre o esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. O presidente da mesa, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que facultou o comparecimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, aos trabalhos do colegiado.
Segundo Viana, se necessário, a CPMI poderá realizar oitivas diretamente nas dependências da Polícia Federal, garantindo a apuração dos fatos. O relator Alfredo Gaspar (União-AL) apoiou a alternativa, ressaltando que a medida evita qualquer interpretação de condução coercitiva.
Até o momento, a CPMI já aprovou quase 400 requerimentos de informação e quebras de sigilo. A estratégia é assegurar que, mesmo diante da ausência de investigados em depoimentos, o relatório final esteja sustentado em dados concretos das investigações.
O Senador Izalci Lucas é um dos parlamentares mais atuantes nos trabalhos, sendo autor de requerimentos considerados decisivos para o avanço das apurações. Na reunião de hoje, três pedidos apresentados pelo Senador Izalci, foram aprovados, todos direcionados a sócios e familiares de Antônio Carlos Camilo Antunes. Os requerimentos miram:
– Romeu Carvalho Antunes, filho e sócio do “Careca do INSS”;
– Rubens Oliveira Costa, sócio de Antunes;
– Milton Salvador de Almeida Júnior, também sócio de Antunes.
Essas iniciativas se somam a outros pedidos já feitos pelo Senador, como a solicitação de informações detalhadas sobre contratos e convênios entre o INSS e instituições financeiras responsáveis por empréstimos consignados, além de quebras de sigilo bancário e fiscal de investigados.
As medidas têm sido decisivas para mapear a rede de corrupção que, desviou bilhões de reais de benefícios previdenciários, atingindo milhares de brasileiros que dependem do INSS.



