Cadáver passará por nova autópsia antes de ser velado e sepultado em Niterói (RJ)
O corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair em um vulcão na Indonésia, chegou ao Brasil nesta terça-feira (1º), por volta das 17h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O traslado foi antecipado pela companhia aérea Emirates, que atendeu a um pedido da família.
Após a chegada, o corpo será transportado para o Rio de Janeiro e encaminhado à cidade de Niterói, onde ocorrerão uma nova autópsia, o velório e o sepultamento.
Em nota, a Emirates informou que atuou em coordenação com a família para viabilizar o transporte:
“A Emirates informa que, em coordenação com a família, novos preparativos foram feitos para o transporte do corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia. A companhia estende suas mais profundas condolências à família neste momento difícil.”
Família cobra explicações e agilidade
A antecipação do traslado ocorreu após intensa mobilização da família nas redes sociais, cobrando mais agilidade no processo. Paralelamente, os familiares solicitaram à Justiça brasileira a realização de uma nova autópsia no país, pedido que foi aceito.
A nova perícia busca esclarecer com mais precisão a causa da morte, o momento exato e as circunstâncias do acidente, uma vez que há dúvidas sobre a condução da investigação local.
Relembre o caso
Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, localizado na Ilha de Lombok, no dia 21 de junho, quando caiu em uma área de desnível da cratera vulcânica. O corpo só foi localizado e resgatado quatro dias depois.
O laudo indonésio indica que a causa da morte foi uma hemorragia interna causada pelo impacto da queda. Juliana foi inicialmente avistada a 300 metros da borda do penhasco e, posteriormente, encontrada a 600 metros.
A família critica a atuação das autoridades indonésias, especialmente pela demora no resgate. O governo local alegou dificuldades de acesso devido ao relevo e às condições climáticas. No entanto, nesta segunda-feira (30), o governador da província reconheceu a falta de estrutura adequada para operações de resgate na região do vulcão.
*Com informações do Estadão Conteúdo



