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Com 229 assinaturas deputado atinge quorum para abrir CPI do Master

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) anunciou que o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master atingiu o quórum necessário para instalação no Congresso Nacional.

Segundo a assessoria do parlamentar, o requerimento já conta com 229 assinaturas de parlamentares, sendo 196 deputados federais e 33 senadores, superando amplamente o mínimo exigido pela Constituição, que é de 171 deputados e 27 senadores.

A iniciativa agora segue para análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que decidirá sobre o acolhimento formal do pedido e nomeará o relator responsável pelos trabalhos. 

A CPMI, uma vez instalada, terá poderes para convocar autoridades, requisitar documentos e promover diligências em todo o território nacional. 

O requerimento foi protocolado por Jordy, que liderou a articulação para coletar apoios entre parlamentares de diferentes estados e plenários. 

Deputados e senadores de partidos como PL, União Brasil, PP, PSD, MDB e PSDB figuram entre os signatários, refletindo uma base plural em defesa da instalação da comissão. 

O objetivo da CPMI é investigar fatos relacionados à liquidação do Banco Master, após deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que revelou suspeitas de um complexo esquema de fraudes financeiras, com emissão de títulos sem lastro e uso de empresas de fachada. 

A comissão também tratará de possíveis interferências de agentes públicos no processo e eventuais responsabilidades administrativas ou criminais.

Além das irregularidades apontadas pela Polícia Federal, o requerimento menciona contratos milionários e ligações com figuras públicas, como o caso envolvendo a advogada Viviane Barci, que teria firmado um contrato de mais de R$131 milhões com o Banco Master.

Tais conexões, segundo o documento, precisam ser esclarecidas no âmbito do Congresso. 

Com o quórum já garantido, a expectativa entre os parlamentares que subscreveram o pedido é de que a CPMI seja instalada ainda no início de 2026. 

A comissão deverá estabelecer um cronograma de reuniões e audiências públicas para colher depoimentos de autoridades, executivos e servidores públicos ligados ao caso, além de requisitar dados às instituições financeiras envolvidas. 

A iniciativa ocorre em meio a debates mais amplos sobre transparência e responsabilização no setor financeiro e na gestão pública, com líderes parlamentares destacando a importância de uma investigação profunda para restabelecer a confiança da sociedade nas instituições e coibir eventuais práticas ilícitas que possam ter prejudicado consumidores, investidores e cofres públicos.

 

A CPMI do Banco Master se junta a outras comissões em andamento no Congresso que tratam de temas sensíveis à estabilidade financeira e ao uso de recursos públicos, e sua instalação marca um passo relevante no esforço do Legislativo para exercer função fiscalizatória plena sobre questões que envolvem grandes instituições e potenciais impactos sistêmicos.

Fonte: Diário do Poder

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