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Bolsonaro chora em culto após Moraes rejeitar prisão, mas mantém restrições

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou na noite desta quinta-feira (24) de um culto evangélico em Taguatinga (DF), onde chorou ajoelhado durante a pregação. A visita à Igreja Catedral da Bênção, liderada pelo pastor Jair de Oliveira, ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedidos da defesa para flexibilizar as medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

Acompanhado do senador Magno Malta (PL-ES), Bolsonaro, que se declara católico mas frequenta cultos evangélicos, manteve-se em silêncio diante da imprensa nos últimos dias, temendo ser acusado de descumprir ordens judiciais. Desde o último dia 18, ele está obrigado a usar tornozeleira eletrônica, permanece em prisão domiciliar noturna (das 19h às 6h), está impedido de deixar Brasília, frequentar embaixadas e usar redes sociais direta ou indiretamente.

Na mesma data do culto, Moraes rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa de Bolsonaro, um tipo de recurso que busca esclarecer pontos de decisões judiciais. O ministro reafirmou que o ex-presidente pode conceder entrevistas e participar de eventos públicos, desde que respeite os horários das medidas restritivas.

No entanto, Moraes advertiu que o uso de redes sociais de terceiros para divulgar suas falas, especialmente por aliados e membros de milícias digitais, será considerado violação. “Não seria lógico permitir que o mesmo modus operandi criminoso siga sendo utilizado para instigar chefes de Estado estrangeiros a interferir no processo judicial brasileiro”, escreveu.

Bolsonaro é investigado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e por tentar mobilizar apoio internacional contra o STF. A ação penal, atualmente sob relatoria de Moraes, está em fase final de tramitação.

 

*Com informações da Agência Brasil

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