O Brasil pode estar de fora da final da Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, mas continua sendo representado nos esportes e nas artes ao redor do mundo. A bailarina Pietra Rêgo, de 15 anos, é uma das vencedoras do Prix de Lausanne 2026, na Suíça, uma das mais importantes competições internacionais de balé, e recebeu uma bolsa de estudos para estudar na The Royal Ballet School, em Londres, na Inglaterra.
Além de chegar à 12ª posição e conquistar a bolsa de estudos, Pietra também foi premiada como a Bailarina Favorita da Web, pela votação popular feita pela internet – mérito do carisma da jovem carioca e do reconhecimento que a trajetória dela ganhou nas redes sociais. “Ainda hoje é difícil colocar em palavras tudo o que senti naquele momento”, contou a bailarina de 15 anos ao Metrópoles.
“Foi uma mistura de alegria, gratidão e emoção”, diz Pietra. “Poder representar o meu país em um dos maiores palcos da dança mundial foi um privilégio enorme. Foi a realização de um sonho construído ao longo de muitos anos, que finalmente se tornou realidade.
Aluna do Espaço Étoiles de La Danse e da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), no Rio de Janeiro, Pietra lembra que vestiu as sapatilhas de bailarina pela primeira vez aos 3 anos. E desde nova, o campeonato na Suíça sempre foi uma meta.
“Bailarinos do mundo inteiro se inscrevem todos os anos, mas apenas um número muito pequeno é escolhido para competir. É um processo bastante seletivo. Primeiro passei por uma seleção em vídeo e, depois, fui convocada para uma audição presencial no Rio de Janeiro, que reuniu candidatos de toda a América Latina. A partir dessa etapa, recebi o convite oficial para representar o Brasil na competição, com todas as despesas da viagem custeadas pela organização.”

Após a seleção, Pietra e os outros 77 selecionados passaram por uma semana de ensaios e apresentações, enquanto eram avaliados diariamente pelos jurados e recebiam orientação de professores, coreógrafos e dançarinos de renome internacional.
A preparação, lembra a carioca de 15 anos, foi intensa – digna da rotina de treinos de grandes craques do futebol. “Queria chegar à Suíça pronta para dar o meu melhor, tanto física quanto mentalmente.”
“Depois da seleção, minha rotina ficou ainda mais intensa. Aumentei a carga de ensaios com meus professores, fiz um trabalho específico de preparação física com acompanhamento de uma fisioterapeuta especializada e também cuidei bastante do meu preparo emocional”, detalhou.
“Cada aula, ensaio e apresentação foi uma oportunidade de aprender com professores, jurados e bailarinos de diferentes partes do mundo. Mais do que competir, foi uma semana de crescimento, troca de experiências e muito aprendizado.”

Depois da vitória em Lausanne, na Suíça, o próximo passo de Pietra será em Londres, na Inglaterra. A carioca de 15 anos estudará pela próxima temporada na The Royal Ballet School, que há cem anos ensina balé clássico a dançarinos de todo o mundo. O mesmo caminho foi traçado por bailarinos como Mayara Magri e Thiago Soares, brasileiros que chegaram ao topo do balé internacional.
“Estou muito feliz por tudo o que vem acontecendo. Quero continuar evoluindo como bailarina, aprender cada vez mais e construir uma carreira sólida, fazendo aquilo que mais amo”, completa Pietra.



