O deputado estadual Paulo Mansur (PL) convoca um ato na Avenida Paulista para o próximo domingo (25/1), aniversário de São Paulo, para pedir a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar. A manifestação está marcada para ocorrer a partir das 15h em frente à sede da Fiesp.
De acordo com o parlamentar, que é aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (foto em destaque), a ideia é aproveitar o movimento capitaneado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que tem liderado uma caminhada de Minas Gerais até Brasília. A peregrinação terminará no domingo em um ato na capital federal.
Estou totalmente apoiando o Nikolas nisso. O ato (na Paulista) é para quem não puder. Porque muita gente também não tem recurso para estar em Brasília. E quem não puder, é um ato de apoio à atitude do Nikolas comparecer na Paulista”, afirmou o deputado ao Metrópoles.
Outro que tem endossado a manifestação na capital paulista é o vice-prefeito Mello Araújo (PL). Nas redes sociais, ele também convocou a militância bolsonarista a comparecer à missa na Catedral da Sé, que ocorrerá às 9h de domingo.
“Dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, temos missa às 9h na Catedral da Sé. Venham rezar com a gente, pedir por São Paulo, pedir pela saúde do nosso Presidente. Eu estarei aqui, diversas autoridades, vamos mostrar nossa força, todos em oração. Na parte da tarde, 15h, grande manifestação em frente à FIESP”, escreveu Mello.
Diferentemente dos atos de maior adesão no último ano, mobilizados especialmente pelo pastor Silas Malafaia, o ato deste domingo não possui um comando centralizado nem deve contar com a presença de figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Eu acho que tudo é válido, não preciso estar na frente de nada. O que o Nikolas está fazendo eu já dei parabéns a ele, já fiz uma postagem. E se estiverem fazendo em São Paulo, é válido, não tem nada contra, não. Tudo é válido”, disse Malafaia.
A ultima tentativa de mobilização na Paulista ocorreu em 7 de dezembro, também sem a participação do pastor. Convocado pelo ex-candidato à Presidência Padre Kelmon, o ato contou com apenas 1,4 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common.
No mesmo dia, um ato contra o feminicídio, organizado pelo Movimento Nacional Mulheres Vivas, bloqueou os dois sentidos da Avenida Paulista e reuniu mais de 9 mil pessoas.
Fonte: Metrópoles



