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Afas­ta­mento de Marco Buzzi é ‘o mínimo do mínimo’, diz a fun­da­dora da Me Too Bra­sil

A advogadaMarina Ganzarolli, fundadora da organização não governamental Me Too Brasil, afirma que o afastamento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Marco Buzzi, acusado por duas vítimas de assédio sexual, é “o mínimo do mínimo”. Apesar de comemorar a decisão tomada pelos magistrados da Corte de afastarem
Buzzi de suas funções, Ganzarolli criticou o fato de o ministro continuar recebendo o salário integral, atualmente em R$ 44 mil. Em entrevista à Coluna do Estadão, a
advogada disse que, no cenário de hoje, a expectativa máxima é a de ver Buzzi ser “premiado com férias remuneradas” para o resto da vida. “Isso não é uma pena. É um
prêmio”, protestou ela. A Me Too Brasil dá apoio a mulheres vítimas de violência sexual desde 2020.
• IMPUNIDADE. Ganzarolli lamentou o fato de não haver penas duras para os condenados e insistiu que a falta de punições concretas passa uma mensagem de impunidade. “O que isso diz para as vítimas de violência, que deveriam ver no Judiciário um parceiro para romper o silêncio?”, questionou. O ministro nega o assédio.
• CÓDIGO DE CONDUTA. A fundadora da Me Too Brasil cobrou um código de conduta para a magistratura, que investigue esse tipo de caso, como ocorre no setor privado.
“Cadê a política de compliance em que se tem uma controladoria externa?”, cobrou Ganzarolli ao chamar Marco Buzzi de “predador sexual”.
• DISPUTA. O PSD na Câmara quer que o ministro da Pesca, André de Paula, fique no lugar de Carlos Fávaro (Agricultura), que disputará o Senado. Mas Fávaro pede a vaga
para o assessor Carlos Augustin (PT). O presidente Lula terá de arbitrar a briga.
• À FLOR DA PELE. O STF está à beira de um ataque de nervos. As suspeitas de vazamento de dados de ministros recaem sobre tudo e todos, o que aumenta a tensão na
esteira do escândalo que expôs ligações perigosas de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o Banco Master.
• ESPANTO. Um dos suspeitos de vazar informações é auditor da Receita desde 2007. Em dezembro, ele recebeu R$ 51 mil, segundo o Portal da Transparência. Em nota, a
Unafisco manifestou preocupação com o afastamento do servidor antes do término das apurações.
• DE NOVO. Com o fim do carnaval, o governo se prepara para enfrentar a ofensiva da oposição por causa da homenagem a Lula pela escola Acadêmicos de Niterói, no Rio. Mas podia ser pior. Quem convenceu a primeira-dama Janja a não desfilar foi o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
• CAMPANHA. Embora as duas Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Câmara sobre o fim da escala 6×1 sejam de autoria de aliados do governo, Lula quer
enviar ao Congresso um novo projeto, em regime de urgência. Motivo: garantir a votação rápida para que a proposta vire bandeira de campanha eleitoral.
• ANDA LOGO. O governo teme a embromação do Congresso. Um projeto de lei em regime de urgência precisa ser votado em até 45 dias na Câmara e mais 45 no Senado. •

 

Fonte: PressReader

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