sábado, 9 maio
27.5 C
Brasília

Quatro parlamentares da Câmara de Goiânia acusados de homofobia são intimados para audiência na Justiça

Processo foi movido pelo atual vereador do PT, Fabrício Rosa, que tem como principal bandeira a luta e a manutenção dos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+

Na tarde desta terça-feira, 29, três vereadores de Goiânia e uma ex-parlamentar da Capital foram intimados para prestar os primeiros depoimentos sobre uma ação penal que trata dos crimes de homofobia por falas declaradas durante o plenário da Câmara Municipal de Goiânia no dia 29 de junho de 2021. O depoimento deve ocorrer na 1ª Unidade de Processamento Judicial das Varas de Crimes Punidos com Reclusão e Detenção pelo juiz Denival Francisco da Silva.

O processo foi movido pelo atual vereador do PT, Fabrício Rosa, que tem como principal bandeira a luta e a manutenção dos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+. A ação procura punir os quatro políticos por comentários homofóbicos sobre a campanha publicitária “Como Explicar?” da rede de restaurantes fast food, Burger King, que foi veiculada em junho, durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.

Entre os vereadores intimados estão os parlamentares da atual legislatura: Cabo Senna (PRD), Sargento Novandir (MDB) e o Thialu Guiotti (Avante), além da ex-vereadora Gabriela Rodart (Solidariedade), que teve o mandato cassado em fevereiro de 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.

Rosa abriu a denúncia em outubro de 2021 quando era representante da Rede Nacional de Operadores da Segurança Pública LGBTQIA+ (Renosp). Logo após, a 91ª Promotoria do Ministério Público de Goiás (MP-GO) acatou a denúncia e abriu um pedido de inquérito policial pelo Grupo Especializado no Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Geacri), que então indiciou os quatro políticos na apuração.

“Justiça está tratando com mais seriedade crimes de intolerância”

Para o Jornal Opção, Fabrício Rosa afirma que o desdobramento da ação é de grande importância para a comunidade que ele representa, uma vez que vê que a “Justiça está tratando com mais seriedade os crimes de intolerância”.

Empossado em 2024 como suplente e formalmente eleito no mesmo ano, Rosa é responsável por redigir matérias que dizem respeito à comunidade LGBT, mas afirma que ainda enfrenta resistência dentro da Câmara por meio de pedido de vistas e falas que podem ser consideradas homofóbicas.

“Precisamos mostrar para os cidadãos e cidadãs goianienses, goianos e brasileiros que isso é um crime muito grave e que traz consequências muito perversas para a sociedade. Ser um vereador e ocupar o local de destaque como parlamentar não impediu que eu sofresse ataques homofóbicos dentro e fora da Câmara Municipal”, afirma.

Respostas dos parlamentares

Procurado pelo Jornal Opção, Guiotti afirmou que as falas proferidas no Plenário não configuram como crime de intolerância nem promovem a violência a membros da comunidade LBGTQIA+. Além disso, afirmou que estaria com imunidade parlamentar ao subir na tribuna e afirma que “confia na Justiça”. “A minha fala vem de acordo com aquilo que eu penso e de acordo com aquilo que eu acredito e é isso que direi hoje no juiz dessa primeira audiência que teremos”, declarou.

Além do Guiotti, o Opção também procurou ouvir os outros parlamentares mencionados na matéria, contudo, a reportagem não conseguiu estabelecer contato com as partes envolvidas. Mesmo assim, o espaço segue aberto para pronunciamentos.

Fonte: Jornal Opção

Mais vistas

Dia das Mães 2026: consumidores preferem lojas físicas e pretendem gastar mais

Pesquisa da ACSP indica crescimento do ticket médio do presente, mas cautela com compras parceladas

Hannover Messe: “Brasil se mostrou um país de negociação e abertura”, diz presidente da ApexBrasil

Laudemir Muller avalia como positiva participação brasileira na Hannover Messe 2026 e destaca avanço do país em meio à transição energética e à busca por novos investimentos

Últimas Notícias

spot_img

Artigos relacionados

Categorias Populares

spot_imgspot_img