O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer.
Não estivesse acossado pelo escândalo do Banco Master, que revelou a sua perigosa proximidade com Vorcaro, o ministro não teria concordado em mandar Bolsonaro para casa, essa é a verdade.
Com a prisão domiciliar cheia de condicionantes, Moraes e os seus compadres do STF acreditam que a pressão do lado bolsonarista em relação ao caso Master diminuirá (não que estivesse muito grande) por ordem de Flávio, o filho candidato, que só apôs o jamegão no pedido de CPI do Master depois de ultrapassado o mínimo de assinaturas necessárias. Foi para não dizer que ele não falou das flores, e Flávio já ajoelhou no altar do arrependimento, o que o rapaz nega de pés juntos, como se juramento de político valesse alguma coisa.
A segunda má notícia é que, com a prisão domiciliar concedida com tanta má vontade, Bolsonaro não perderá a imagem de vítima de perseguição judicial, promovida a partir de agora por ministros acusados de venalidade, implicados que estão com o protagonista da maior fraude financeira da história brasileira.
A quarta má notícia é que o candidato da maioria dos ministros do STF despenca a cada pesquisa de opinião.
Na última delas, divulgada hoje pela Atlas/Bloomberg, a aprovação de Lula caiu ainda mais, para 46%, enquanto a desaprovação subiu para 54%. Quanto ao governo do petista, a avaliação positiva é de apenas 41% e a negativa, de 50%.
Entre os eleitores evangélicos, fulos com a família conservadora desfilada em latas de conserva nas evoluções da escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente da República, a desaprovação a Lula alcança 86%, praticamente a unanimidade.
Diante desse quadro, o chefão petista vai insistir na reeleição ou desistir dela? Ouvi de uma raposa da política brasileira que, se a aprovação geral descer à casa dos 30%, Lula dará adeus ao sonho de um quarto mandato.
O STF quis matar politicamente Jair Bolsonaro, a prisão quase o matou fisicamente, mas o homem se recusa a morrer. Está mais vivo a cada dia. Quem parece cada vez mais morto é o candidato da maioria dos ministros do tribunal.
Fonte: Metrópoles



