A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes de anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, usado pelo cunhado de Daniel Vorcaro para comprar a participação da empresa do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, abriu caminho para que outras empresas ligadas ao banqueiro busquem o mesmo benefício. Duas dessas companhias tiveram os sigilos fiscal e telemático quebrados pela CPI do Crime Organizado e agora recorrem ao ministro para tentar estender a decisão e também anular as medidas.
Antes de livrar o fundo Arleen de uma devassa, nesta quinta-feira (19), Gilmar já havia, em 27 de fevereiro, acolhido um pedido da Maridt Participações — empresa da qual o ministro Toffoli é “sócio oculto” — para impedir o acesso de senadores da CPI aos dados fiscais e telemáticos da companhia.
Inspirada nas decisões de Gilmar, a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., ligada a Vorcaro, pediu ao ministro a extensão da decisão que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen.
O sigilo fiscal da Varajo foi quebrado pela CPI em 11 de março. O pedido de extensão foi protocolado horas após a decisão que beneficiou o fundo Arleen.
Fonte: R7



