sábado, 7 março
21.5 C
Brasília

Os impactos da liquidação do Master no Digimais, banco de Edir Macedo

A liquidação do Master, determinada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, impacta em outras instituições financeiras. Entre elas, a Digimais, banco do religioso Edir Macedo que já cambaleava assolado por crises e processos judiciais.

A situação do Digimais não é boa há um bom tempo. Relatórios de 2024 e 2025 apontaram alta inadimplência após a pandemia, o que corroeu o patrimônio e exigiu aportes recorrentes para evitar quebra técnica. O dinheiro veio do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record de Televisão.

Em 2025, o Digimais passou por reestruturações sob supervisão do BC, incluindo negociações de venda devido a desafios operacionais. Ao longo do ano, o investidor Mauricio Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar que tinha fechado a compra com o líder religioso. O negócio, no entanto, não avançou.

Outro empresário que manifestou interesse, e cuja proposta foi apresentada ao Banco Central, é Tércio Borlenghi Jr., fundador e controlador da Ambipar. O negócio azedou pouco antes do colapso da multinacional brasileira, que apresentou pedido de recuperação judicial em outubro de 2025.

A Ambipar é alvo de um processo envolvendo o dono do Master, Daniel Vorcaro. A investigação, que tramita na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), apura a possível atuação em conjunto de Vorcaro e outros investidores para inflar o patrimônio da Ambipar.

O NuBank também chegou a negociar com Edir Macedo, mas desistiu da transação. Assim, a saída, proposta pelo BC, de venda da instituição naufragou. Desde então, o Digimais vaga como um zumbi pelo sistema financeiro sem condições de se reestruturar sozinho e sem interessados em embarcar no negócio.

O colapso estrondoso do Master e as críticas ao Banco Central ao lidar com a situação do banco de Daniel Vorcaro não ajudam em nada na situação do Digimais. A autarquia tem aumentado as cobranças e acompanhado de perto os bancos médios em situação crítica.

Ainda pesa sobre o Digimais uma batalha judicial com um fundo de investimento devido a falhas em um pacote de mais de 54 mil cédulas de crédito bancário (CCBs) cedidas pelo banco.

A disputa, que chega a cifra de R$ 660 milhões, envolve a qualidade do crédito oferecido, alegando que o Digimais teria repassado carteiras problemáticas, o que gerou necessidade de judicialização para responsabilização do banco. Até parece história repetida.

Fonte: Metrópoles

Mais vistas

Últimas Notícias

Prêmio Nacional de Inovação anuncia finalistas da 9ª edição

Ao todo, 59 iniciativas de empresas, ecossistemas e pesquisadores de 17 estados disputam a maior premiação de inovação do país

Chuvas intensas recuperam umidade do solo, mas dificultam colheita de soja no MATOPIBA

Volumes elevados favorecem o enchimento de grãos, porém excesso de umidade no solo compromete operações no campo e logística de escoamento da produção

Guerra no Oriente Médio pressiona combustíveis: diesel sobe R$ 0,20 e gasolina aumenta R$ 0,03

Distribuidoras repassam aumento aos postos enquanto preços da Petrobras seguem defasados em relação ao mercado internacional
spot_img

Artigos relacionados

Categorias Populares

spot_imgspot_img