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Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano.

O Copom, no entanto, sinalizou início de cortes a partir da próxima reunião, em março. Isso porque há uma expectativa de que a inflação esteja mais controlada.

“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, escreveu o Copom.

O atual patamar é o maior em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Selic estava em 15,25% ao ano.

Desde o ano passado, integrantes do governo defendem que o Banco Central reduza os juros. A avaliação da área econômica do governo é que o patamar elevado dos juros tem diminuído a atividade econômica.

A decisão do Copom desta quarta-feira, que não alterou a Selic, foi unânime.

Expectativa confirmada

 

A maioria dos economistas do mercado financeiro já previam a manutenção.

No último anterior, divulgado no mês passado, o Comitê havia informado que a taxa será mantida nesse patamar por um “período bastante prolongado” de tempo.

A Selic está em 15% desde o fim de junho. Portanto, são quatro reuniões seguidas em que o Banco Central decide manter a taxa nesse nível.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O Copom é formado pelo presidente do Banco Central e por oito diretores da autarquia.

Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram maioria no colegiado, ou seja, eles são responsáveis diretamente pela decisão tomada.

Copom desfalcado

A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen.

O governo ainda não indicou substitutos.

Como age o Banco Central?

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo de 3% será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. No documento, o presidente do órgão, Gabriel Galípolo, culpou a atividade econômica aquecida, o câmbio, o custo da energia elétrica, além de anomalias climáticas.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

 

Fonte: G1

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