O senador Magno Malta (PL) apresentou requerimento à CPI do Crime Organizado para convocar o irmão do ministro Dias Toffoli (STF), José Carlos Dias Toffoli, a prestar depoimento ao colegiado. A iniciativa tem como base reportagem da coluna de Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, que apontou a existência de máquinas de apostas, jogos de cartas com dinheiro e atuação de dealers em um resort no Paraná, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família de Toffoli.
Ao justificar a convocação, o parlamentar sustenta que “a exploração de jogos de azar ilegais constitui atividade frequentemente associada à lavagem de dinheiro, em razão da intensa circulação de recursos, da dificuldade de rastreamento financeiro e da possibilidade de ocultação da real origem dos valores movimentados”.
Magno Malta afirma ainda que compete à CPI “examinar as formas contemporâneas de atuação das organizações criminosas, com especial atenção aos mecanismos utilizados para ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem ilícita na economia formal”.
Segundo ele, a oitiva é necessária para esclarecer o início das atividades, a participação de administradores e o grau de conhecimento sobre as práticas relatadas.
Resort Tayayá
Segundo a reportagem da coluna de Andreza Matais e André Shalders, o Resort Tayayá, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família do ministro Dias Toffoli (STF), abriga um cassino. O estabelecimento está no centro de um escândalo que lançou desconfiança sobre a atuação de Toffoli no caso do Banco Master.
O cassino tem entre seus atrativos máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de carteado. No local, é possível jogar blackjack, modalidade de aposta com cartas proibida no Brasil. Todos os jogos são valendo dinheiro.
No fim do ano passado, Toffoli fechou o resort para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista.
Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é o relator, no STF, de investigação envolvendo o banco. Também já atuou em processos da J&F.
Fonte: Metrópoles



