Ibaneis Rocha está atravessando uma semana tensa. O BRB terá que responder nos próximos dias à carta que recebeu do BC alertando que foi constatada uma insuficiência patrimonial do banco ocasionada por transações financeiras com o Master. Foi exigida a necessidade de capitalização do banco controlado pelo governo do Distrito Federal.
Não há saída fácil para Ibaneis, que foi um entusiasta da operação de compra do Master.
O governador vai pedir uma linha de crédito para o FGC? Vai se propor a vender ativos do banco, incluindo valiosos terrenos que possui em Brasília? O GDF vai pegar um financiamento para sustentar o aporte bilionário necessário para cobrir o rombo? Será que a Câmara Distrital aprovaria num ano eleitoral?
A propósito, é educativo lembrar duas declarações de Ibaneis sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB. A primeira, de março, quando a transação foi anunciada. A segunda, de setembro, quando o BC vetou a operação.
# — Isso tem um significado muito grande para a população do Distrito Federal, porque nós, como acionistas majoritários de um banco público, passamos a ter mais dividendos para poder investir nas obras que são necessárias na cidade.
# — Fiquei sabendo pela imprensa, mas não tive acesso aos fundamentos da decisão. Me parece mais uma ação política do PT e do PSB contra o banco e contra Brasília. Já que politizaram, vou para cima.
Por enquanto, não foi para cima. Ao contrário, foi para debaixo de um silêncio profundo sobre os contornos que o escândalo Master se tornou.
Fonte: O Globo



