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Trump descarta força contra Groenlândia, mas quer negociação imediata

Em discurso de mais de 1h, em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou o uso da força pelo domínio da Groenlândia, mas exigiu “negociações imediatas” para a compra do território pertencente à Dinamarca.

Além disso, o líder norte-americano falou, nesta quarta-feira (21/1), sobre diversos assuntos, como relação com a Europa, petróleo na Venezuela, guerra na Ucrânia, polêmica com o Canadá e alta de juros.

“Eu tenho um grande respeito pelo povo da Groenlândia e pelo povo da Dinamarca, mas todo integrante da Otan tem a obrigação de ter a capacidade de defender seu território, e a verdade é que nenhum país ou grupo de países tem a capacidade de defender a Groelândia, além dos EUA”, afirmou Trump.

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Donald Trump em Forúm Econõmico Mundial, na Suíça

Trump: "Nenhum país pode defender a Groenlândia a não ser os EUA"
Trump em Davos: "Subir juros nos impede de ser bem sucedidos"
Trump manda recado ao Canadá: "Vive dos EUA e deveria ser grato"
Trump em Davos, na Suíça

Segundo o presidente dos EUA, a “Groenlândia pode ter papel vital na paz do mundo”. “Quero um pedaço de gelo para proteger o mundo”, ressaltou.

O mandatário dos EUA pontuou que, “nas décadas recentes, tornou-se consenso em Washington que a única maneira de crescer a economia ocidental era através do gasto governamental para a migração em massa sem controle. Isso trouxe empregos sujos, a indústria pesada foi mandada para outro lugar, a energia com bom custo foi substituída por esse ‘golpe verde’, e os países passaram a importar populações de terras distantes. Esse foi o caminho que o dorminhoco do Biden fez”.

Sobre a Venezuela, país sul-americano atacado pelos Estados Unidos, com a prisão do ditador Nicolás Maduro, Trump disse que retirou de lá 50 milhões de barris desde a semana passada. “A Venezuela tem sido uma coisa fantástica. Estamos ajudando a torná-la um país melhor”, afirmou.

Trump também citou o Canadá, mandando recado ao premiê Mark Carney: “O Canadá vive dos EUA e deveria ser grato”.

Tensão pela Groenlândia

A tensão política com os EUA e a Europa aumentou após Trump ameaçar impor taxa a oito países europeus (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido), pressionando o bloco a aceitar os desejos dos EUA pela Groenlândia.

A Groenlândia é um território autônomo, porém pertencente ao reino da Dinamarca. O país faz parte da Otan, assim como os Estados Unidos. O premiê da ilha, Jens-Frederik Nielsen, já declarou que o território não será governado pelos Estados Unidos, ressaltando que faz parte da Dinamarca.

Na terça-feira (20/1), Jens afirmou que a população da Groenlândia deve se preparar para possível invasão dos EUA.

Em resposta, diversos países da Europa, que fazem parte da Otan, enviaram militares ao território da Groenlândia. A União Europeia realizou reunião de emergência após as ameaças de tarifas adicionais, e prepara retaliação bilionária contra os EUA.

Trump x Macron

O Fórum Econômico Mundial também pode virar palco de disputa entre Trump e o presidente da França, Emmanuel Macron. Nessa terça-feira, o norte-americano expôs conversa particular entre os dois, na qual Macron dizia “não entender o que você (Trump) está fazendo na Groenlândia”.

Macron, durante discurso no Fórum, defendeu a soberania dos países europeus e o multilaterismo. A fala foi interpretada como indireta aos Estados Unidos e à política externa de Trump.

World Economic Forum/ReproduçãoMacron discursou em Davos de óculos escuros devido a um problema no olho
Macron discursou em Davos de óculos escuros devido a um problema no olho

Segundo o líder francês, “não é momento para imperialismos e colonialismos”, e a União Europeia não deve se curvar à “lei do mais forte”.

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