O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou nesta segunda-feira (12/1) o que classificou como “violência estatal” contra iranianos que protestam por direitos e defendem a liberdade de manifestação no país governado pelo aiatolá Ali Khamenei.
Segundo a organização Iran Human Rights (IHR), sediada em Oslo, na Noruega, ao menos 648 manifestantes morreram desde 28 de dezembro durante a repressão às manifestações no Irã. A entidade alerta, no entanto, que o número pode ser ainda maior.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Macron afirmou que “o respeito pelas liberdades fundamentais é uma exigência universal” e declarou solidariedade aos iranianos que enfrentam a repressão estatal.
“Condeno a violência do Estado que ataca cegamente mulheres e homens iranianos que corajosamente exigem respeito pelos seus direitos. O respeito pelas liberdades fundamentais é uma exigência universal, e nos solidarizamos com aqueles que as defendem”, escreveu o presidente francês.
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Número de mortos pode ser maior
A IHR afirmou ainda que “segundo algumas estimativas, mais de 6.000 poderiam ter morrido”, mas destacou que o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades iranianas por vários dias torna “extremamente difícil verificar estes informes de forma independente”.
Especialistas avaliam que o número real de mortos pode ser maior, já que, segundo a ONG de cibersegurança NetBlocks, o regime teocrático mantém restrições severas ao acesso à internet, dificultando a checagem das informações.
Apesar do aumento da repressão, os protestos continuam em várias regiões do país. A ONG de direitos iranianos Hrana informou que manifestações foram registradas em ao menos 574 pontos de 185 cidades, distribuídas pelas 31 províncias do Irã.
Fonte: Metrópoles



