Um terremoto de magnitude 8,8 registrado nesta terça-feira, 29, na costa leste da Rússia, próximo à cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky, provocou uma reação em cadeia com alertas de tsunami emitidos por Estados Unidos, Japão, Filipinas, Indonésia e outros países banhados pelo Oceano Pacífico.
De acordo com o Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências, o tremor foi o mais intenso na região em décadas, e tremores secundários de até 7,5 de magnitude ainda podem ocorrer nas próximas semanas.
O epicentro do abalo foi localizado a cerca de 136 km da costa da península de Kamchatka, região de atividade sísmica intensa. A ameaça imediata, no entanto, vem do risco de tsunamis se formarem a partir do deslocamento de placas tectônicas no fundo do mar.
EUA e Japão lideram os alertas
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou os riscos em publicação na Truth Social. Segundo ele, regiões como o Havaí, Alasca e a costa oeste americana estão sob alerta de tsunami. Trump recomendou que a população acompanhe informações em tsunami.gov e permaneça em áreas seguras.
“Ações urgentes devem ser tomadas para proteger vidas e propriedades”, informou o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC), reforçando a importância da evacuação imediata das áreas de risco.
O Japão também acionou os protocolos de segurança. O secretário-chefe Yoshimasa Hayashi orientou que a população nas áreas costeiras se desloque imediatamente para locais mais elevados. O país espera ondas de até 3 metros nas regiões litorâneas mais vulneráveis.
Filipinas e Indonésia sob risco moderado
As Filipinas e a Indonésia, localizadas no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, também emitiram alertas preventivos. O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (PHIVOLCS) alertou para ondas de até 1 metro de altura nas áreas voltadas para o Pacífico. As primeiras ondas devem chegar entre 13h20 e 14h40 (horário local) desta quarta-feira (30).
Na Indonésia, autoridades monitoram o litoral das ilhas mais vulneráveis, especialmente Sumatra e partes das Celebes. Até o momento, não há registro de vítimas ou danos estruturais graves.
Alerta global se estende ao México, Chile e Equador
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) ampliou os alertas para países da América Latina com costas voltadas para o Pacífico, como México, Chile e Equador. Embora o risco seja classificado como moderado, autoridades recomendam cautela nas próximas horas.
O cenário atual reforça a preocupação global com eventos sísmicos de grande magnitude. Especialistas alertam que o impacto de um possível tsunami pode variar conforme a topografia submarina e as marés locais.
Enquanto isso, as autoridades seguem monitorando o comportamento do oceano em tempo real e recomendam que populações costeiras evitem praias, portos e zonas de risco até nova atualização oficial.
Fonte: Portal Metrópoles



