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Erika Hilton pede impeachment de Tarcísio por apoiar tarifaço de Trump: “Ultrapassa limites”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu o impeachment do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por apoiar publicamente o aumento tarifário de 50% anunciado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil. A declaração foi dada à IstoÉ nesta quarta-feira (22).

O PSOL protocolou o pedido de impeachment na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), alegando que Tarcísio atacou a soberania nacional ao se alinhar a uma medida que afeta diretamente as exportações brasileiras. Apesar do apoio, Erika reconhece que a forte base aliada do governador deve impedir o avanço do pedido.

“O governador ultrapassa os limites nos mais diversos cenários, mas conta com proteção de aliados dentro da Alesp. Isso dificulta a tramitação de propostas importantes”, afirmou a deputada.

Crise com bolsonaristas e desgaste político

A fala de Tarcísio em apoio à medida de Trump gerou reações negativas tanto da base bolsonarista quanto da oposição. Nas redes sociais, o governador tentou associar o tarifaço ao presidente Lula (PT), enquanto bolsonaristas apontaram o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como articulador da proposta junto ao Congresso americano, em retaliação ao STF.

Diante da repercussão negativa, Tarcísio recuou do tema e se reuniu com representantes de Trump no Brasil para minimizar impactos sobre empresas paulistas. Desde então, manteve silêncio público sobre o assunto e, nos bastidores, tem aguardado o fim da polêmica para retomar sua agenda com foco nas eleições de 2026.

Pedido deve ser arquivado

Aliados de Tarcísio afirmam que o pedido de impeachment deve ser arquivado pelo presidente da Alesp, André do Prado (PL), principal articulador do governador no Legislativo. Segundo interlocutores, a base considera a proposta sem fundamentos jurídicos e vê risco político em sua tramitação.

Além disso, André do Prado é apontado como potencial sucessor de Tarcísio no governo paulista, caso o governador dispute a Presidência da República. Para aliados, dar andamento ao pedido seria um “tiro no pé”.

“Ainda que os aliados o protejam na Alesp, a sociedade pode compreender a gravidade das ações do governador”, concluiu Erika Hilton.

*Com informações da Istoé Brasil

 

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